2018: Renault afirma já estar trabalhando “meses” à frente em questões de confiabilidade

Abiteboul elogiou o trabalho de Sainz nos EUA

Medida da fabricante visa que problemas, como os ocorridos com Verstappen, não aconteçam novamente no próximo ano

 

O motor da Renault melhorou muito nessa temporada, mas questões de confiabilidade impediram que Max Verstappen, piloto que tem carro suprido com a unidade de potência francesa, conseguisse os resultados esperados no início desse ano. Com medo de repetir o erro, seu programa de desenvolvimento da confiabilidade começou mais cedo esse ano, se comparado com 2016. Um dos problemas a serem superados é o novo limite de três motores por temporada.

“Temos algumas peças que são capazes de cobrir milhares de quilômetros, de fato dezenas de milhares de quilômetros. Mas existem algumas partes específicas que nos dão dores de cabeça, e a confiabilidade tem sido uma preocupação este ano. Sabemos que vai ser uma preocupação novamente no próximo ano, por isso ainda é um pouco cedo para confirmar. Mas o que posso dizer é que estamos com meses de antecedência com nosso programa de confiabilidade comparado ao ano passado. Então, espero que ele tenha um impacto positivo no próximo ano”, explicou Cyril Abiteboul, dirigente da escuderia francesa.

Dirigente afirmou que equipe da Renault chegará mais agressiva no próximo ano

Abiteboul afirmou que haverá uma mudança de paradigma quanto à questão dos motores: “Vamos mudar ligeiramente a nossa filosofia – e seremos muito mais rígidos no planejamento dos marcos das equipes dos diferentes projetos – no projeto do motor e no projeto do chassi. Queremos garantir que a confiabilidade seja correta logo que começam os testes de inverno; que estamos cobrindo muita quilometragem nos testes de inverno e assim por diante. E espero que isso se espalhe novamente na temporada”.

2018 já começou para a maioria dos equipes e para os pilotos. Restam apenas dois meses e quatro corridas para que o ano termine, e comece mais uma temporada. Agora, as equipes correm contra o tempo para se prepararem para o que pode ser um campeonato mais horizontal no próximo ano. “É sempre difícil porque o tempo é extremamente limitado, mas queremos melhorar todos os elementos do pacote, e é uma questão de quão atrasado você se atreve a ficar em relação a isso”, finalizou Abiteboul .