Alonso admite que ainda não se sente “confortável” no cockpit da Andretti Autosport

Segundo Alonso

O condutor espanhol afirmou que melhorou sua forma de pilotagem para o circuito oval de Indianápolis. Mas que isso ainda não foi o suficiente para se ter mais confiança sobre seu desempenho para a Indy 500.

 

Apesar das 172 voltas realizadas no cronograma destes dois últimos dias de sessões práticas no circuito de Indianápolis, Fernando Alonso admitiu que ainda não se sente confortável no cockpit do chassi Dallara-Honda da Andretti Autosport. O espanhol destacou que se sente feliz pelos progressos adquiridos na sua forma de pilotagem para o circuito oval de Indianápolis. Mas que mesmo assim, precisa melhorar ainda mais para ter chances de vencer a tradicional etapa da Fórmula Indy.

“Eu me sinto feliz, mas definitivamente, não estou muito confortável”, respondeu Alonso em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “Ontem, especialmente por conta do tráfego, eu não me senti confiante para tentar obter melhores tempos”, destacou.

Alonso admitiu que ainda não se sente totalmente confiante na sua forma de pilotagem na Indy

“Mas ainda há muito por vir. Obviamente que estou feliz pelos dois primeiros dias em que eu tive na direção do carro. Todas as mudanças em que eu vi na minha configuração eram bastante simples e transparentes para mim”, argumentou.

“Mas mesmo assim, eu ainda não sou capaz de sentir o carro. Agora, eu espero intensificar os nossos treinos. Ainda não me considero pronto para a corrida. Mas quero ter uma boa chance na qualificação”, complementou.

Ainda sobre a forma de pilotagem, Alonso destacou que sente uma “sensação estranha” quando faz a longa curva com o carro da Andretti Autosport. Segundo o espanhol, isso deve-se por conta do seu costume em correr em linha reta na Fórmula 1.

“Os carros definitivamente são bastante diferentes de pilotar”, opinou. “Eu desenvolvi toda a minha carreira na Fórmula 1 seguindo o conceito europeu de automobilismo. Então, eu não tive a chance de correr em circuitos ovais”, justificou.

Segundo Alonso, ao fazer a curva em Indianápolis, a sensação é que o carro vai girar a qualquer momento

“É uma sensação estranha, pois quando estamos fazendo a curva parece que o carro vai girar”, descreveu. “Mas, acho que tudo poderia ter sido pior. Eu tive uma boa preparação no simulador. E então, estou me acostumando com este sentimento”, descreveu.

Por fim, Alonso comentou sobre a agenda dos pilotos de Fórmula Indy fora das pistas. O bicampeão mundial de F1 afirmou que os condutores da F-Indy possuem mais tempo livre do que na principal categoria do automobilismo mundial.

“Talvez seja cedo ainda para dizer, mas eu achava que teria mais compromissos fora das pistas”, argumentou. “Eu esperava por mais atividades. Provavelmente eu pensarei diferente no próximo domingo”, continuou.

“Mas agora, as coisas estão mais ou menos, ok. A maior surpresa é para ver os fãs fora da garagem ou mesmo no pit lane. Isso é uma coisa completamente nova para mim”.