Brawn admite que Fórmula 1 e MotoGP estudam possibilidade de trocar experiências

Brawn

O CEO esportivo da Fórmula 1 revelou que se reuniu com o presidente da MotoGP, Carmelo Ezpeleta, para debater soluções desde a formação do calendário das duas categorias e também sobre a possibilidade de intercâmbio de conhecimentos comerciais.

 

Ross Brawn revelou nesta quarta-feira (17), que a Liberty Media está estudando a possibilidade de realizar uma parceria entre Fórmula 1 e MotoGP no futuro para a troca de conhecimentos práticos e comerciais entre as duas categorias. O CEO esportivo da F1 ainda confirmou que se reuniu no último fim de semana, durante GP da Espanha, com o presidente da série de motovelocidade, Carmelo Ezpeleta, para tratar sobre o assunto.

Entre os temas que estavam em pauta durante o encontro, Brawn destacou a existência de calendário que evitasse o choque de etapas da F1 e da MotoGP, bem como também, a realização de ações promocionais que pudessem dinamizar o relacionamento das duas categorias com os seus patrocinadores.

Brawn (foto) revelou que se encontrou com Ezpeleta para discutir relacionamento entre F1 e MotoGP

“Nós temos algumas etapas [da MotoGP e da F1] que possuem choque de datas. E isso não é algo inteligente”, afirmou Brawn em entrevista para a agência de notícias ‘Reuters’.

“Como podemos aprender com cada um de nós se estamos competindo para ter o mesmo público?”, indagou. “Então, não estamos orgulhosos em consultar outros campeonatos. Queremos elaborar o melhor caminho e seguir”, destacou.

“É difícil fazer malabarismo em termos de datas. E nem sempre conseguimos o que queremos. Mas pelo menos, espero que a F1 tenha um diálogo com a MotoGP para tentar resolver isso”, argumentou.

Brawn também elogiou a forma de estrutura existente na MotoGP. O CEO esportivo da F1 acredita que a “meritocracia” dos pilotos da categoria de motovelocidade é algo que está em falta na Fórmula 1.

Brawn elogiou a estrutura competitiva e comercial existente na MotoGP

“Eu gosto da meritocracia em que temos na MotoGP”, respondeu. “Para os pilotos chegarem ao topo, eles precisam passar pela Moto3, Moto2 e no fim, MotoGP”, destacou. “Eu acho também interessante olhar para o lado comercial. As equipes são bem estruturadas e por conta disso, elas não precisam contratar condutores por conta dos seus patrocinadores”, respondeu.

“É assim que as coisas funcionam na MotoGP. E acho que isso poderia funcionar ainda melhor na Fórmula 1”.