Brawn diz que Liberty Media deseja discutir regras de penalidade no grid da F1

Brawn

O CEO esportivo da Fórmula 1 cogitou mudar a forma de punições, especialmente para trocar de componentes de motor nos carros que competem na principal categoria do automobilismo mundial.

 

A Fórmula 1 poderá contar com mudanças na aplicação de penalidade com a perda de colocações no grid. Essa frase foi confirmada nesta terça-feira (5) por Ross Brawn. O CEO esportivo da F1 afirmou que deverá abrir a discussões com as equipes no Grupo de Estratégia, principalmente sobre a punição dada pela troca de componentes do motor.

“Este é um aspecto dos regulamentos em que precisamos analisar de perto”, afirmou Brawn em entrevista para o site oficial da F1. “A sua implementação é algo realmente difícil dos fãs de engolir. Nós temos algumas ideias sobre como podemos mudar isso. Estamos entrando em detalhe com a FIA para poder mudar o regulamento. Queremos melhorar a situação e abrir espaço para debater com as equipes”, complementou.

Brawn confirma que Liberty irá analisar penalidade por perdas de posição de grid na F1

Brawn também afirmou que apesar das duras penalidades de 40 posições no último GP da Itália, isso não interferiu no show da corrida realizada no circuito de Monza. “De quinta a domingo, tivemos um público recorde de 185 mil pessoas”, respondeu.

“Isso superou o nosso recorde anterior em Monza, que aconteceu em 2000. A margem foi 15% acima do último registro de público”, explicou. “E em relação ao ano passado, podemos dizer que estivemos 1/3 a mais de público nesta última corrida”, destacou.

“Tivemos punições no grid. A McLaren perdeu 40 lugares por conta da troca de peças do seu motor. Mesmo assim, isso não afetou a atmosfera de Monza que é bastante especial. O entusiasmo do público italiano impulsionou centenas de estrangeiros que estiveram neste circuito”, explicou.

“E essa é uma marca de dedicação e do nosso verdadeiro compromisso dos fãs. Não é fácil guardar por tanto tempo o verdadeiro agradecimento em respeito por este feito”.