Carey rebate críticas das equipes: “Não há almoço grátis”

O atual diretor da F1 detecta erros dos antigos administradores e critica os chefes das equipes

 

Em meio a um déficit de US$ 43 milhões, Chase Carey declarou que as escuderias devem compreender que não haverá “almoço grátis” na tentativa de desenvolver a modalidade.

Várias equipes se mostraram preocupadas em relação à alta queda nos lucros comerciais do último trimestre. Além disso, a renda distribuída será de US$ 273 milhões, ou seja, 13% menor que os US$ 316 milhões recebidos no ano passado.

“Acho que o esporte tem sido mal servido por um foco em curto prazo. Não tínhamos uma organização em que era possível desenvolver adequadamente para fazer o esporte crescer”, disse Carey sobre a gestão anterior. “Não tínhamos pesquisa, não tínhamos marketing, não tínhamos organização digital e se você não tem estas capacidades, você vai cair para trás.”

Chase desaprovou as medidas da Era Ecclestone na trajetória da F1.

O CEO da Liberty está ciente de que os times também não gostariam do aumento deste declínio nos próximos anos. Contudo garantiu que a única forma de desenvolver a receita é pensar em longo prazo. “Para fazer coisas como a demonstração em Londres ou eventos maiores para fãs, é preciso investimento. Porém, todos são investimentos para o futuro do esporte. Pela perspectiva das equipes, claro, todos querem ter almoço grátis e crescimento sem investimento.”

Chase acredita que o ano da Liberty com a Fórmula 1 foi prospero e que aos poucos vem trazendo o público de volta. “Muitas coisas não estavam indo na direção correta nos últimos anos, mas, em 2017, o público na pista aumentou, a audiência aumentou. Acho que estamos com uma mentalidade muito mais positiva por trás de tudo. O esporte precisava de energia nova e investimento.”

As principais equipes construtoras reclamaram do regulamento de 2021 e algumas até falam em sair da F1.

A Liberty recebia críticas de que não havia desenvolvido muito o esporte em seu ano de estreia. O dirigente respondeu que só agora possui as ferramentas necessárias para fazer a Fórmula 1 avançar. “Quando começamos o ano tínhamos apenas três pessoas. Se você reparar, nossa equipe digital começou há três meses, e a de marketing, há quatro. Antes, contávamos com uma equipe financeira e jurídica, mas não tínhamos uma organização capaz de suportar o negócio operacionalmente.”

A atual detentora dos direitos comerciais convocará uma reunião com as equipes em dezembro para debater mais sobre os planejamentos futuros e o que espera alcançar em curto e longo prazo.