Colisão no Brasil: Magnussen garante não ter visto Ricciardo

Comissários definiram a colisão tripla na curva 2 da etapa brasileira, que tirou a Haas e Vandoorne, como um incidente de corrida

 

Ainda no início da prova, três carros se tocaram e o acidente tirou dois competidores já na segunda curva de Interlagos. A McLaren de Stoffel Vandoorne foi prensada entre Kevin Magnussen da Haas e o Red Bull de Daniel Ricciardo.

O contato quebrou os braços de suspensão da Haas e da McLaren, obrigando-os a abandonar a corrida. Ricciardo, no entanto, rodou, mas conseguiu escapar praticamente sem avarias no carro, apenas com um pneu furado. Com isso, se beneficiou do Safety Car e foi aos boxes, o que permitiu que recomeçasse nas ultimas posições do pelotão até alcançar o 6º lugar.

“Houve contato com Vandoorne que então teve contato com Ricciardo, assim quebrei minha suspensão dianteira. Se tivesse percebido antes que Daniel estava no lado de fora de Vandoorne, talvez eu tivesse dado mais espaço, mas quando o vi era muito tarde. Eu já tinha carregado na velocidade”, relatou Magnussen.

Vandoorne descreveu: “Estávamos no meio de um sanduíche e não havia onde ir.”

O piloto da Red Bull também apresentou sua visão do indicente. “Na curva 2, eu sabia que seria apertado, mas pensei que seria uma boa chance para ultrapassar um monte de carros, então tentei a parte de fora – estava segurando, segurando, e então senti um golpe.”

“Obviamente, eu estava preocupado com o fato de ter danos, acho que o pneu teve um corte, então entrei no box para trocar”, acrescentou o australiano.

Decepcionado com a participação no GP do Brasil, Vandoorne lamentou a saída precoce depois de uma boa largada. “Tive um lançamento muito bom, quase direto após a Force India e o Haas. Tivemos uma boa primeira curva, mas infelizmente fiquei apertado na curva 2. Estávamos no meio de um sanduíche e não havia para onde ir. Tivemos contato e esse foi um final infeliz para nossa corrida.”