Depois de seis anos, Kubica surpreende e volta a pilotar monopostos

Kubica

O condutor polonês realizou testes com o carro da equipe Trident que compete na GP3 Series. Kubica realizou 70 voltas de forma competitiva sem grandes problemas no circuito de Franciacorta.

 

Quem diria, após seis longos anos longe dos monopostos, Robert Kubica participou de testes com o carro da equipe Trident da GP3 Series. Nesta quarta-feira (19), o condutor polonês desempenhou o cronograma de 70 voltas de forma competitiva no circuito de Franciacorta, na Itália.

Após a bateria, Kubica descreveu a emoção de voltar a pilotar monopostos, mesmo de uma categoria inferior a Fórmula 1. “Quando entrei no cockpit, as rodas ainda estavam cobertas e a emoção foi muito grande”, descreveu o condutor polonês para a revista britânica ‘Motorsport’.

Kubica realizou testes com carro da Trident usado na GP3 Series

“A ideia era que a minha cabeça tinha voltado no tempo. A condição de pilotar o carro não foi tão fácil. O circuito de Franciacorta é uma pista difícil. Mas foi preciso para saber o quanto eu estava preparado”, argumentou.

“O carro da GP3 não possui direção [hidráulica]. E estou muito feliz por ter tido essa oportunidade. Embora que claramente há coisas em que posso melhorar no meu ritmo, também acho que vou tentar melhorar a minha condição física e preparação para tentar chegar ao limite nos próximos testes”, complementou.

Kubica também comentou sobre suas perspectivas para a sua primeira temporada no Mundial de Endurance (WEC). O condutor polonês deverá pilotar pela ByKolles. Ele ainda afirmou que os resultados do teste com a GP3 Trident lhe deram mais confiança para este ano.

“Estou de volta na água onde eu nadei por diversos anos”, opinou. “É devo dizer que o meu sentimento era muito bom. Confirmo que eu fiquei surpreso ao ver o quanto estava competitivo. Porque estive tantos anos afastado das pistas”, descreveu.

“Mas o sentimento em que tive foi grande. Essa sensação estará comigo neste ano. Embora o teste tenha sido extremo, ele me deu mais confiança na minha forma de pilotar”.