Ecclestone admite preocupação com ação para cancelar renovação de contrato com Monza

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O presidente da Formula One Management afirmou que o recurso aberto pelos promotores de Ímola deixa a continuação da corrida italiana pendente nas mãos do Supremo Tribunal de Roma.

 

Um bomba explodiu nesta terça-feira (6) nos bastidores da temporada 2016 de Fórmula 1. O porta-voz do circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, confirmou a existência da ação judicial que visa cancelar a renovação de contrato do GP da Itália, que foi homologada entre os diretores do circuito de Monza e a Formula One Management (FOM) na sexta-feira passada (5).

De acordo com o porta-voz de Ímola, a renovação de contrato do GP italiano de Fórmula 1 com o circuito de Monza não é considerada legal, pois, houve o favorecimento do Clube de Automobilismo da Itália (ACI) em favor dos atuais promotores da corrida de F1 – quebrando assim a Lei de Livre Concorrência existente na legislação da União Europeia. Além disso, os promotores do circuito Enzo e Dino Ferrari alegam que os diretores de Monza usaram dinheiro público não-declarado para as negociações com Bernie Ecclestone.

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Ecclestone está preocupado com ação de Ímola para cancelar renovação de contrato do GP da Itália

Mediante as acusações, o diretor de promoção do GP da Itália, Ivan Capelli, desmentiu as recentes queixas apresentadas pelos promotores de Ímola. Segundo Capelli, o dinheiro usado nas negociações para a renovação de contrato com a Formula One Management (FOM) foi a quantia que iria ser utilizada para pagar os impostos do circuito de Monza, que foram isentados após emenda na Lei de Sustentabilidade.

Apesar do caso ser analisado pelo Supremo Tribunal de Roma no dia 26 de outubro, Bernie Ecclestone expressou preocupação sobre o assunto nesta terça-feira (6). “Espero que tudo seja resolvido nas próximas duas semanas”, afirmou o Chefão da F1 para a revista britânica ‘Autosport’.

“Mas, nós temos que esperar. As pessoas de Ímola entraram com uma ação acusando Monza de utilizar dinheiro público não-declarado para financiar a renovação de contrato. Garanto que tantos eles, como eu, estamos preocupados”, afirmou. “Mas, não sei o que deve acontecer. Isso é com a lei”.