Ecclestone rebate denúncias na União Europeia: ‘Não lidero um cartel’

Primeiro-ministro

Force India e Sauber exigem que UE faça uma investigação para avaliar a legalidade dos acordos financeiros entre gigantes da F1

 

O diretor comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, parece que não está muito preocupado com as acusações feitas por Force India e Sauber na União Europeia. Nesta sexta-feira (9), direto do paddock do Circuito de Sochi, onde acontecem os treinos livres para o GP da Rússia, o chefão da F1 rebateu as críticas que apontam um favorecimento injusto para as equipes de ponta. “Não estou preocupado, pois não lidero um cartel”, declarou o mandatário.

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Force India e Sauber, assim como as demais escuderias intermediárias do grid, não estão satisfeitas com a distribuição da renda da Formula One Management (FOM), que é presidida por Ecclestone. No entanto, o dirigente sustenta sua defesa com base na assinatura do Acordo da Concórdia, assinado em 2013, que garante um bônus financeiro anual para as equipes variando de acordo com sua importância na F1.

Dessa forma, times como Ferrari e Mercedes sempre estarão com melhores recursos para os campeonatos, pois recebem mais dinheiro no fim das contas. Além disso, equipes como McLaren, que vive uma situação deplorável este ano, têm mais chances de renasceram na elite, diferentemente de nanicas como a Manor, que em 2015 colocou seus carros na pista só para fazer volume – a equipe utiliza o motor de 2014 da Ferrari.

Ecclestone não entende por que Force India e Sauber estão reclamando agora, já que assinaram o acordo previsto no contrato em 2013. “Vamos ver o que a União Europei acha. As equipes já têm contratos e ninguém vai obrigá-las a quebrarem o acordo”, disse o diretor comercial da principal categoria do automobilismo mundial.