Governo britânico investiga compra das ações da F1 pela Liberty Media

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De acordo com a imprensa britânica, a aquisição dos direitos comerciais da F1 pelo investidor americano está em fase de investigação pela Autoridade Britânica de Concorrência e Mercados (CMA).

 

Nesta segunda-feira (7), a revista britânica ‘Autosport’ informou que a venda dos 35,5% das ações da Fórmula 1 para a Liberty Media está sob investigação pela Autoridade Britânica de Concorrência e Mercados (CMA). De acordo com a publicação, o órgão do governo inglês abriu inquérito para analisar a falta de concorrentes no processo de compra das quotas financeiras da F1, que foi aberto pela CVC Capital Partness – que era o antigo sócio majoritário do esporte.

Ainda de acordo com a publicação, caso realmente seja confirmada a falta de concorrentes na compra das ações financeiras da F1, a negociação vai ser classificada como irregular, visto que não obedece às sanções do artigo de Lei de Anti-Concorrência. O resultado do inquérito deve ser anunciado pela CMA ainda neste mês, no dia 21 de novembro.

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Segundo revista, negociação de venda das ações da F1 está sob investigação pelo governo inglês

Em resposta da novidade, o porta-voz da Liberty Media confirmou que a empresa está ciente da investigação. Mas, assegurou que concorreu com outras empresas – entre elas a RSE Ventures e a Qatar Investiment – na compra das ações da F1 que foram vendidas pela CVC Capital Partness. “Sabíamos que iríamos passar por alguns problemas para obter a aprovação e autorização das leis antitrustes de alguns países”, afirmou a Liberty.

“A CMA está considerando se realmente houve fusões [de concorrentes] ou vendas de ações sem concorrência na transação das quotas financeiras da F1. Esta lei foi aprovada em 2002, que evitava a compra de empresas através da fusão dos investidores concorrentes”, argumentou. “Estamos ciente sobre o seu funcionamento. E temos certeza que toda a transação foi realizada em comum acordo. Iremos analisar o resultado da investigação. E possivelmente a CMA irá se posicionar sobre o assunto depois de 5 de janeiro”.