Hamilton classifica trabalho com pneus como “ponto de interrogação” para desempenho da Mercedes

Hamilton destaca deficiência da Mercedes trabalhar na gestão de pneus

O condutor britânico afirmou que a Ferrari conseguiu ser mais rápida no GP do Bahrein porque aprendeu a gerenciar melhor os componentes. Ele ainda reclamou do erro no cálculo da pressão interna dos pneumáticos que foi fator limitador do seu desempenho no GP do Bahrein.

 

Na segunda-feira passada (17), Toto Wolff justificou a queda de desempenho da Mercedes no último GP do Bahrein, realizado no domingo passado (16), no circuito de Sakhir. Segundo o chefe de equipe do time alemão, houve o erro por parte dos cálculos da pressão interna dos pneumáticos. E por conta disso, o desgaste dos compostos do W08 Hybrid foram bem maior do que no SF70H da Ferrari.

Nesta terça-feira (18), Lewis Hamilton liderou o primeiro dia dos testes pós-GP do Bahrein, realizados no circuito de Sakhir. O condutor britânico colocou o tempo de 1min31s358. Após as baterias, Hamilton afirmou que a Mercedes precisa entender o funcionamento dos pneus. Pois este é o atual “ponto de interrogação” do seu desempenho durante as corridas.

Hamilton destaca deficiência da Mercedes trabalhar na gestão de pneus

“Nós temos muito trabalho a fazer nestes testes”, respondeu Hamilton em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “Precisamos fortalecer ainda mais o nosso carro”, continuou.

“E também fortalecer o conhecimento em que temos com os nossos pneus. Este é o nosso maior ponto de interrogação no campeonato. Precisamos responder isso para que possamos contar com uma melhor posição na próxima corrida”, complementou.

Hamilton ainda destacou o trabalho da Ferrari com os novos pneus largos da Pirelli. Segundo o tricampeão mundial, a escuderia de Maranello conseguiu melhor desempenho com o SF70H por conta da forma de como trabalham com os pneumáticos durante as corridas deste ano.

“Obviamente que o carro deles é muito bom”, respondeu. “Mas ele se destaca ainda mais pela forma de como trabalham os pneus”, afirmou. “Particularmente, fiquei impressionado como o pneumático se comporta com a temperatura mais quente”, argumentou.

“E mesmo no Bahrein, nós não fomos muito bem. Isso definitivamente é um ponto de interrogação para nós. No começo da corrida, o carro parecia que tinha caroço grande e duro como pneu. E nós estávamos deslizando por conta disso. Ao passar do tempo, essa sensação estava indo embora. A máquina ficou mais leve e mais confortável”, descreveu. “Há um ponto em que precisamos entender de alguma maneira. É a melhor maneira de continuar na gestão dos pneus”.