Hartstein rebate Todt: “Ele tem poder, mesquinharia, maldade e impunidade”

O ex-chefe médico da F1 assegurou que não pretende retirar a ação na justiça europeia contra a FIA

Revoltado contra as declarações do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, que o ex-chefe do Corpo de Médicos da Fórmula 1, Gary Hartstein, disparou assegurando que não pretende retirar a ação de danos morais contra a FIA na justiça europeia. Hartstein ainda cobra uma justificativa da entidade máxima do automobilismo mundial sobre o seu desligamento na F1, que segundo ele, foi uma vingança pessoal do próprio Jean Todt.

Hartstein (A) assegurou que não pretende tirar a ação de danos morais contra a FIA

“Só para colocar as coisas no lugar. Eu andei sempre trabalhando junto com o Sid [Watkins]. Fui o braço direito dele por anos. Até que depois da sua morte, ao assumir o seu posto, eu fui expulso da F1. Esse é o motivo em que eu quero que a justiça desvende, pois acredito em vingança pessoal”, respondeu Hartstein para a revista francesa ‘F1i’.

Hartstein também disparou críticas contra Todt. Para o ex-médico da F1, o presidente da FIA usou as declarações porque ficou “preocupado” com a possível ação em que ele pode responder na justiça europeia.

“Ele [Todt] tem poder, mesquinharia, maldade e impunidade. Neste seu reino, aposto que ele ficou surpreso ao saber que eu iria entrar [na justiça] contra ele. Eu não fui consultado sobre a minha substituição. É para mim a coisa mais difícil em que estou encarando hoje”, respondeu.

Apesar de não saber a resposta, Hartstein declarou que acredita que o seu desligamento do Corpo de Médico da F1 se deu por conta da intenção de Todt em tentar terceirizar o serviço para grandes companhias.

“Ninguém nos escutavam até Sid [Watkins] brigar por isso. Sei que isso incomodou muita gente. Tivemos um grupo de trabalho que sempre lutou pelo esporte. Mas o que me chama a atenção nisso, é que esse grupo foi de veteranos, ao qual confiavam em mim. Talvez a minha saída seja apenas uma maneira de abrir uma brecha para terceirizarem a junta médica da F1”, encerrou.