Honda teme não fazer o suficiente para convencer a McLaren

Hasegawa garante que parceria entre a Honda e a McLaren está firme e forte

A japonesa garante que não vai parar de tentar, mas teme em não fazer o suficiente para convencer McLaren a renovar parceria na Fórmula 1.

 

Caso a McLaren decida por não continuar com sua atual fornecedora e a Toro Rosso optar em ficar com Renault, a Honda dará adeus à F1. Com um relacionamento conturbado após mais uma temporada de falta de confiabilidade e fraco desempenho, é aguardado que a equipe inglesa tome uma decisão final ainda nesta semana.

O chefe da Honda, Yusuke Hasegawa, pretende manter a colaboração e acredita que o ambiente de incerteza acabou tendo um efeito positivo, convertendo-se num fator motivacional que acelerou o desenvolvimento dentro da fábrica.

Apesar da indefinição, a fornecedora está confiante e avança com um plano de desenvolvimento agressivo que produziu atualizações nas ultimas corridas. “Na Áustria, com a introdução do mecanismo de especificação 3, nosso desenvolvimento acelerou e as projeções são boas. Vimos algum ganho de desempenho com cada atualização, isso é muito encorajador”, disse Hasegawa.

Hasegawa buscar prosseguir com parceria McLaren-Honda para 2018.

A escuderia inglesa tomou punições por conta da troca do motor na Bélgica e na Itália. Em uma tentativa de se livrar de penalidades na próxima corrida em Cingapura, onde a pista provavelmente se adequará ao seu carro. “Temos confiança sobre nossa competitividade. Nós já decidimos que o motor atual irá para Cingapura. Podemos atualizar algumas configurações, mas não podemos fazer uma grande atualização para o próximo GP.”

Quando perguntado sobre o desempenho da atualização mais recente – especificação 3.7 – Eric Boullier, diretor de corrida da McLaren, declarou em tom otimista: “Qualquer potência extra é bem-vinda. Como disse Hasegawa, nos dados podemos ver algumas melhorias, então estou feliz com isso.”

A McLaren abandonou Monza por motivos técnicos. Enquanto Fernando Alonso foi parado por um problema de caixa de câmbio, Hasegawa acredita que os problemas que interromperam Vandoorne na corrida “poderiam ser os mesmos” que prejudicaram o piloto no Q3.

A dupla da McLaren abandonou a disputa desse fim de semana por problemas técnicos.

O diretor não sabe o motivo do eixo MGU-K ter quebrado no sábado e espera que a peça possa ser substituída sem resultar numa penalidade para Cingapura. “Esta é uma quilometragem muito baixa, então aplicamos um novo eixo no sábado de manhã, ele tinha 200 km. No domingo, era quase a mesma quilometragem. Pode ser uma questão de fabricação ou de lote. Normalmente dura mais de 800 km.”

As partes quebradas serão enviadas de volta a Sakura para investigação, com a Honda esperançosa de encontrar a causa do problema.