Investigação da União Europeia também vai analisar venda das ações da F1 para Liberty Media

Em carta publicada pela imprensa britânica, a chefe da Comissão de Concorrência da União Europeia deixou claro que todos negócios envolvendo a direção da Fórmula 1 entre 1999 a 2016 estão no inquérito.

 

Na sexta-feira passada (30), Robert Fernley revelou que as investigações da Comissão de Concorrência da União Europeia (UE) com a forma de distribuição de renda da Fórmula 1 estariam em outro patamar. O diretor-adjunto da Force India não deu detalhes sobre o andamento do inquérito aberto no ano passado – em conjunto com a Sauber.

Mas, neste sábado (1º), a revista britânica ‘Motorsport’ divulgou uma carta da chefe da Comissão de Concorrência da UE, Anneliese Dodds, divulgou uma carta confirmando o andamento das investigações. Não foram fornecidas informações claras, exceto que os negócios da F1 entre os períodos de 2001 a 2016 estão no processo, inclusive a compra dos 35,5% das ações financeiras do esporte pela Liberty Media.

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Comissão de Concorrência da União Europeia está investigando compra da F1 pela Liberty Media

Confira abaixo o trecho na íntegra da carta publicada na ‘Motorsport’:

A FIA tem o dever de assegurar que os novos proprietários da Fórmula 1 possam aderir a um teste de idoneidade e competência antes de aprovar a venda das quotas financeiras de participação do esporte. Dado que só pode descontar suas ações aprovando a venda das quotas financeiras. Logo, temos que verificar se existe um claro conflito de interesse que pode ter surgido a partir dos acordos assinados pelas equipes em 2001″.

Eu gostaria que ter a garantia por parte da FIA que este conflito de interesses estivesse muito claro. Tudo isso vai ser analisado devidamente antes de qualquer novo negócio é sancionada na Fórmula 1 – especialmente se o novo acordo for sancionado sobre o mérito de aprovação de venda das ações por parte da Federação Internacional de Automobilismo”.

“Eu também pedir à Comissão de Concorrência da União Europeia para obter uma atualização da sua avaliação sobre a investigação completa. E sobre práticas anti-concorrenciais dentro do esporte, como a Fórmula 1. A atual estrutura financeira da F1 garante que as grandes equipes sempre recebem a maior parte dos prêmios em dinheiro, independentemente de onde eles terminam no grid”.

“Nós já perdeu duas boas equipes no círculo eleitoral da Fórmula 1 [Caterham e Marussia]. E é provável que mais escuderias podem seguir este mesmo caminho, se a situação não mudar em breve.”