Jenson Button admite não sentir falta da F1

Inglês revela que ano ausente da categoria, reavivou o amor pelo automobilismo. O piloto elogia IMSA e descarta Indy e Fórmula E

 

A participação de Jenson Button nos 1.000 Km de Suzuka reacendeu o entusiasmo pela modalidade e o fez decidir sobre retornar de vez às competições em 2018.

O inglês disse que o ano longe da F1, apesar de sua única participação em Mônaco, foi essencial para refletir sobre os caminhos da carreira e descobrir a escolha a ser tomada. “Eu precisava deste ano para me sentar e conversar um pouco sobre o que aconteceu. A corrida de Mônaco podemos esquecer, mas amei a classificação. Conduzindo esses monstros… o que realmente se destaca é guiar um carro de 2017, que é bastante especial. Mas sinto falta da F1? Não.”

“Sinto falta de corrida. Eu meio que me apaixonei um pouco pelo automobilismo. Penso que fiquei tempo demais correndo na F1”, assumiu o condutor.

Button foi piloto reserva em 2017, mas não pretende retornar tão cedo à F1.

O ex-campeão da F1 disse que Suzuka reavivou seu entusiasmo em voltar a correr no próximo ano. “Eu absolutamente adorei. Me afastei disso, não obtivemos um resultado muito bom, mas eu vim e senti que tinha o amor de volta. Assim que terminamos, queria voltar ao carro e fazer tudo de novo. Fazia um tempo que não sentia isso.”

Por qual equipe correrá e qual categoria competirá? Button preferiu não confirmar nada e afirmou que seu futuro no automobilismo está em fase de negociação. “Existem algumas opções e quero fazer uma temporada completa e levá-la devidamente a sério. Tenho vontade de guiar qualquer coisa, para ser justo. No próximo ano vou correr em algo. Eu não sei o que ainda, seja nos Estados Unidos, na Europa ou no Japão.”

Nada de Fórmula  e nada de Fórmula Indy

Por ter sido piloto reserva neste ano, ele ainda pode manter alguma relação de trabalho com a McLaren e diz que seu foco é principalmente encontrar um cockpit em tempo integral.

Quando perguntado sobre qual categoria lhe atraía: “Acho que o IMSA, não sei. Eu adoro que há uma seleção de tipos de carros que eles correm e então podem fazer o seu próprio, com o pacote aerodinâmico e a unidade de energia. Portanto, há alguns fabricantes correndo lá, o que é ótimo. Eu adoraria fazer Le Mans em algum momento, mas não acho que agora seja o momento certo. Acho a LMP2 incrível, há muitos times, são muitos pilotos talentosos, mas você tem LMP1. Não consigo entender um carro que seja 20 segundos mais lento do que outro.”

Seu desejo é apenas voltar competitivo as pistas e novamente sentir a sensação de pilotar numa competição.

Button deixa claro, no entanto, que não pretende disputar em outras categorias de monopostos, como Indy ou Fórmula E. “Sem interesse. Na Indy existem alguns ótimos pilotos, mas isso me assusta. Estou impressionado que eles ainda corram. Caras muito corajosos. Mas eu não faria. Eu não sinto que seja necessário neste momento da minha carreira. Fórmula E, definitivamente tem seu lugar, acho que é ótimo para fabricantes, para a tecnologia que está sendo usada, vai continuar crescendo, mas não é algo que me excita.”

De forma nostálgica, o condutor encerrou a entrevista relembrando um pouco da sua paixão por carro quando criança e o despertar da paixão pelo automobilismo. “Eu quero correr, me divertir e ouvir o motor rugir. Quero guiar algo que tenha mais de 600 cavalos. É com o que eu cresci. Costumava ir a lugares como Donington ou Castle Combe e você veria esses carros loucos, um turbo Porsche com 900hp correndo contra um mini com um grande motor louco! É o que amei, sempre amei a potência e os pilotos totalmente fora de controle o tempo todo.”