Johansson alerta Bottas sobre aumento da pressão psicológica existente na disputa contra Hamilton

Bottas

O ex-piloto de Fórmula 1 afirmou que o finlandês deveria seguir a mesma estratégia aplicada por Nico Rosberg no ano passado, em que optou por ficar em silêncio para evitar atritos na rivalidade dentro da Mercedes.

 

Nesta terça-feira (16), Valtteri Bottas afirmou que é possível vencer Lewis Hamilton e conquistar o Mundial de Pilotos da temporada de 2017 de Fórmula 1. O novo piloto da Mercedes utilizou Nico Rosberg como exemplo para justificar a possibilidade de realizar o efeito. E ainda deixou claro que está pronto para brigar pelo título no próximo campeonato.

Ainda nesta terça, o ex-piloto de F1 Stefan Johansson comentou sobre as recentes palavras dadas por Bottas. Johansson lembrou que o contrato do condutor finlandês com a Mercedes é de risco, visto que a assinatura é válida somente para o campeonato de 2017. E também que a partir de 2018, outras possibilidades como Fernando Alonso, Max Verstappen e Sebastian Vettel podem ficar livres no mercado.

Johansson alertou Bottas (foto) para tomar cuidado nas suas declarações contra Hamilton

Apesar disso, Johansson aconselhou Bottas seguir a mesma estratégia realizada por Rosberg na temporada de 2016. O ex-piloto disse que o finlandês deveria evitar declarações que possam acirrar ainda mais a rivalidade com o seu companheiro de equipe na Mercedes.

“Valtteri [Bottas] está sob pressão”, citou Johansson em entrevista concedida para a revista alemã ‘Speedweek’. “O seu contrato com a Mercedes é válido somente por um ano. E então, partir para cima seria a coisa mais lógica para se fazer”, continuou.

“Mas, não acho que seja uma boa ideia desafiar Hamilton. Bottas é um piloto muito veloz, mas não é tão constante como o seu novo companheiro de equipe. Ele deveria seguir o mesmo comportamento de Nico [Rosberg], que evitou declarações diretas para Lewis na disputa do título no ano passado. Não devemos usar os meios de comunicação para atacar outro piloto, principalmente se ele for seu companheiro de equipe”, opinou.

“E isso também se aplica para os pilotos que estão no pelotão intermediário. É fácil ser um azarão e fazer um bom trabalho e ainda ser reconhecido por isso. O difícil é o piloto não ter o melhor carro do grid e terminar uma corrida longe do pódio no quarto lugar”, complementou.

Johansson disputou a na décadas de 80′ e 90′, cujas equipes de destaque foram Ferrari e McLaren

Johansson também afirmou que é o otimismo é algo esperado para o comportamento de Bottas. O ex-piloto destacou que o finlandês precisará manter os seus pés no chão para evitar possíveis erros que podem ser cometidos na próxima temporada.

“Não é todo dia em que você pode ser contratado para pilotar em uma equipe como Mercedes, Red Bull, Ferrari ou McLaren”, opinou.

“Então, eu entendo o otimismo de Valtteri [Bottas]. Eu não duvido em nenhum segundo do seu talento. No entanto, nós vemos que em condutores de primeira classe como Fernando Alonso, Jenson Button, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, eles sempre destacaram a pressão real de andar em uma equipe de ponta”, exemplificou.

“Valtteri precisa manter a cabeça fria para evitar erros. Caso contrário, veremos nos treinos o seu engenheiro lhe perguntando pelo rádio: ‘o que está acontecendo com você’”.