Kubica não ficou 100% feliz com teste no RS17 da Renault

Kubica admitiu que voltar integralmente para a Fórmula 1 será muito difícil de acontecer

O condutor polonês admitiu que não está 100%. E que precisa melhorar sua condição física para obter melhores resultados nos carros da temporada de 2017 de Fórmula 1.

 

Apesar das expectativas, Robert Kubica afirmou que não estava 100% feliz pelo seu desempenho no RS17 da Renault. O piloto polonês guiou pela escuderia de Enstone no segundo dia dos testes pós-GP da Hungria, realizados nesta quarta-feira (2), no circuito de Hungaroring. Kubica foi o quarto melhor em pista, cravando 1min18s572, 1s448 mais lento do que Vettel que foi o mais rápido do dia.

Após as sessões, Kubica comentou sobre seu desempenho no circuito de Hungaroring. “Sim, eu estou contente, mas não 100%”, declarou o polonês em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “A maior diferença é que neste carro não tem nada parecido com as máquinas que eu tinha testado ultimamente. Quando você ver tantas coisas diferentes, o normal é que preciso de um tempo para me adaptar”, declarou.

Kubica não ficou 100% feliz com seu desempenho no RS17 da Renault

“Hungria, sabemos que era uma pista difícil. Uma das corridas mais difíceis. Vindo aqui, na verdade, Nico Hulkenberg disse o mesmo quando soube que eu iria pilotar aqui. Então, se eu puder guiar aqui, acho que vou ser capaz de fazer isso em qualquer lugar”, opinou.

“Você pode prever que não foi fácil, pois eu não escondo. Mas foi difícil. No final, fizemos 140 voltas e pude pilotar, acho que amanhã poderei facilmente conseguir melhores resultados. Basta apenas melhorar a minha condição física”, complementou.

Questionado se sentiu alguma dor devido à exigência de pilotagem, Kubica afirmou que se sentia normal após ter testado o RS17. “Do ponto de vista físico, dentro do carro é muito melhor do que do lado de fora”, respondeu.

“E isso é o que é mais importante. Eu não tive nenhuma dor. Eu me sinto bastante bem. Claro que estou cansado. Foi um dia quente no final de oito horas de corridas, eu apenas saltei 10 minutos”, descreveu. “Quando deixei o carro, eu senti a diferença. A máquina anterior [E20] possui 620 quilos. O RS17 é 100 kg mais pesado. É claro que daria para sentir a diferença”, continuou.

“Mas para ser sincero, eu não sei qual foi o maior trabalho. Eu fiz todos os procedimentos de um fim de semana de corrida. A maior parte deles foi analisar peças para a equipe. Não foi um dia fácil, mas acho que fizemos um grande trabalho”.