Massa destaca grande atenção que ganhou na Williams: “Me ouvem muito”

Massa tem experiência de sobra para passar para a Williams

Apesar de garantir que tinha voz na Ferrari, brasileiro atentou para o fato de ser o piloto mais experiente na nova equipe, o que lhe torna mais importante.

 

Não é segredo para ninguém que Felipe Massa está muito mais feliz na Williams do que estava nos últimos anos de Ferrari. A fórmula para toda esta alegria do piloto está, principalmente, na forma como ele é visto dentro do time de Grove, que lhe dá muito mais atenção já que ele traz consigo a experiência de ter guiado por vários anos na Ferrari.

Massa tem experiência de sobra para passar para a Williams

Massa tem experiência de sobra para passar para a Williams

Em entrevista concedida aos jornalistas brasileiros ontem, em São Paulo, Massa falou sobre o seu novo trabalho no time britânico. Ao falar sobre a sua antiga escuderia, o piloto destacou o fato de ser o único a trabalhar no simulador, o que fazia com que ele ainda tivesse voz dentro do time, mas na Williams a sua importância parece ser muito maior.

“A Williams me ouve muito, mas isso não quer dizer que a Ferrari não me ouvia. Eles me ouviam bastante também. Ano passado trabalhei demais no desenvolvimento do carro, no simulador eu era praticamente o único piloto titular que fazia, pois o Alonso não ia ao simulador”, disse.

Com 32 anos, Felipe leva para a Williams principalmente a sua experiência. Neste ponto, ele tem muito a ajudar ao time de Grove, que no ano passado tinha uma dupla muito jovem. Pelo fato de conhecer bastante o comportamento dos carros na pista, ele poderá passar melhores feedbacks para os engenheiros. Por sinal, para Massa, isso é fundamental.

“O piloto precisa trabalhar, falar, passar experiência, mas a equipe também precisa fazer direito em todas as áreas para o carro evoluir. Eu não sou engenheiro aerodinâmico. Cabe ao piloto passar as informações e ao engenheiro ir atrás do caminho que ele falou.”

O paulista ainda aproveitou para comentar sobre a temporada vivida pela Ferrari no ano passado. Segundo ele, a maior falha da escuderia italiana estava no túnel de vento, que não funcionava perfeitamente. Desta forma, o F138 começou competitivo, mas perdeu rendimento com o passar das corridas, já que não havia atualizações que melhorassem significativamente o seu rendimento.

“Muitas vezes a gente viu que o túnel de vento não funcionava como deveria. Na maioria dos GPs, a gente tinha peças nova, mas elas não funcionavam no carro. Então, trabalhei demais, mas acabou não tendo um ano de desenvolvimento muito bom em 2013. Mas não pelo trabalho do piloto, e sim por causa do túnel do vento”, explicou.

“A Ferrari começou competitiva e terminou com um carro que não era competitivo. E isto sem dúvida fez efeito na pontuação final. A Red Bull começou como um carro competitivo, mas terminou muito melhor. O desenvolvimento é muito importante e conta muito durante o ano. O túnel de vento não funcionou, isso foi claro”, concluiu.