McLaren-Honda se posiciona a favor da reintrodução da suspensão ativa na Fórmula 1

Na imagem, Prost

Segundo Eric Boullier, o equipamento usado pela Williams no começo da década de 90′, pode melhorar a competitividade das equipes na temporada de 2017.

 

A polêmica das suspensões ainda continua rolando nos bastidores da Fórmula 1 para a temporada de 2017. Após o conselho técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) não entrar em acordo sobre o limite de desenvolvimento deste equipamento diante das novas regras, agora, para apimentar ainda mais as discussões, a McLaren-Honda se posicionou a favor da retomada da antiga suspensão ativa. A peça foi criada por Adrian Newey e utilizada pela Williams no campeonato de 1994. E foi banida pela FIA por conta dos altos riscos para a integridade dos pilotos e também pela vantagem para o time de Grove que era a única escuderia que dominava essa tecnologia naquela época –  o que rendeu a conquista dos mundiais de 1992 e 1993 pela escuderia britânica.

Nesta terça-feira (14), Eric Boullier comentou sobre a possibilidade das equipes terem possibilidade de desenvolver a suspensão ativa. O diretor de corridas da McLaren-Honda destacou que o equipamento agora tem condições de ser desenvolvido de forma mais segura e responsável pelas escuderias. E que a sua reintrodução no grid pode acabar com a discussão das escuderias sobre o modo de interpretação do novo regulamento para o sistema de suspensão.

Na imagem, Prost foi campeão da temporada de 1993 com o FW15C e a sua suspensão ativa

“Suspensão é um tema engraçado”, citou Boullier em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “Talvez, devêssemos algum dia copiar os nossos carros para as máquinas de estrada. E quem sabe, retornar com a suspensão ativa”, opinou. “Porque pelo menos, acho que isso poderá fechar o nosso debate”, afirmou.

“Hoje, tudo está sujeito à interpretação do regulamento. E então, você pode empurrar o conceito que você interpretou, mesmo sabendo que a outra equipe interpretou de outro modo”, destacou. “É por isso que a Ferrari tem uma opinião sobre  o conceito de suspensão e a Mercedes tem outra. Mas, cabe a FIA a escolher a que mais se adequa às novas regras”, explicou.

“Estamos na verdade, passando por uma fase muito complicada. A Ferrari entendeu a interpretação do desenvolvimento da suspensão de um modo diferente dos outros. E isso gerou muitas discussões. Acho que, obviamente, a reintrodução da suspensão ativa acabaria com isso. Pois agora, temos maneiras mais seguras de desenvolvê-la”, complementou.

Boullier também comentou sobre o MCL32, que será lançado no dia 24 de fevereiro e terá Fernando Alonso como o primeiro condutor a testar a máquina do time de Woking na pré-temporada de 2017 de Fórmula 1. “Este ano, temos um pacote aerodinâmico bem mais composto do que as outras equipes usaram no início das temporadas anteriores”, destacou.

“Então, para o início desta temporada, esperamos ter uma diferença considerável. E també aguardamos por algumas surpresas. Acho que as equipes devem integrar o conceito de outras no seu pacote aerodinâmico. Novamente, podemos entender esta disparidade. Mas, tenho a certeza de que iremos estar muito perto dos nossos rivais”.