Mercedes pode votar contra paridade de uso dos motores V6 Turbo e V8 Aspirado

Segundo revista, Mercedes pode votar contra a paridade do uso do motor V6

De acordo com a imprensa britânica, o retorno antigo propulsor da Fórmula 1 pode ameaçar a supremacia da esquadra de Milton Keynes dentro da principal categoria do automobilismo mundial.

 

A Mercedes pode votar contra a paridade de uso das usinas de força V6 Turbo e V8 Aspirado na temporada de 2017, que vai ser analisado pelo Grupo de Estratégia no próximo mês. Essa é a opinião da revista britânica ‘Motorsport’, que analisou as duas razões que podem fazer com que a esquadra alemã use o seu poder de veto para evitar uma real ameaça na sua atual supremacia existente na Fórmula 1.

Segundo revista, Mercedes pode votar contra a paridade do uso do motor V6

Segundo revista, Mercedes pode votar contra a paridade do uso do motor V6 Turbo e V8 Aspirado

Segundo o artigo, a primeira razão em que a Mercedes tem contra o retorno do V8 Aspirado – modificado para ter 1000 HP de força – é financeira. A revista afirma que dependendo da fabricante – seja Cosworth ou Renault – a esquadra de Brackley corre o risco de perder equipes-clientes como a Force India ou Lotus. Isso seria motivado pela diferença de preço relacionado entre o V8 Atmosférico e atual V6 Turbo.

O segundo motivo que levaria a Mercedes a votar contra a paridade de uso dos motores V8 e V6 seria uma possível ameaça para a sua atual supremacia na Fórmula 1. De acordo com o artigo, na temporada de 2013, o propulsor da Renault tinha mais potência de ganho, confiabilidade e aceleração se comparado com o da fabricante alemã.

Apesar de ter levantado as hipóteses acima, a revista afirmou que procurou entrar em contato com o time de Brackley sobre o assunto relacionado a paridade de uso dos motores V8 Aspirado e V6 Turbo. Mas o diretor-executivo da Daimler, Thomas Weber, não negou e nem confirmou a posição da escuderia alemã sobre esta proposta.

“É incrível este tipo de ideias. Elas são necessárias para a produção de regulamentos ainda mais rigorosos para qualquer esporte, incluindo a F1”, opinou. “Acho que reduzir o tamanho dos motores e usar bateria e energia elétricas dentro da pista é o melhor para o esporte”, afirmou.

“Estamos fazendo todo o possível para manter a nossa posição no campeonato de F1”, citou. “Mas igualmente, quando se trata de negócios, de vender carros para a estrada, o que temos na Fórmula 1 é fundamental para os nossos negócios”.