O futuro incerto do Brasil na Fórmula 1

O país que já exibiu corridas emocionantes e produziu ídolos no esporte, passa por um momento de dúvidas

 

O contrato com GP do Brasil está em vigor até 2020, mas alguns rumores indicam que os organizadores da etapa paulistana devem se preocupar com o futuro do evento após o término do prazo.

Mesmo sendo um dos apoiadores de Interlagos, o próprio Bernie Ecclestone, ex-chefe da categoria, insinuou que o Brasil poderia perder ainda mais. Após o anúncio da aposentadoria de Felipe Massa, o país não apresenta nenhum piloto que se alinhe as condições da modalidade, o que resultaria num hiato de brasileiros em um futuro próximo na disputa da Fórmula 1.

João Doria, o prefeito de São Paulo, classifica os rumores como uma mera especulação. Além disso, espera que os problemas de segurança, incluindo os incidentes sofridos por várias equipes nos arredores de Interlagos, não tragam consequências em longo prazo.

O Término da temporada marca o fim do ciclo de condutores brasileiros na F1 por tempo indeterminado.

“Temos um contrato com a FIA e a Liberty até 2020”, confirmou a Globo, transmissora oficial da competição. “Uma extensão de cinco anos é prevista até mesmo neste acordo, desde que concordem com as condições financeiras, uma privatização de Interlagos para a qual desejamos ter sucesso nos próximos dois anos.”

Com a privatização, será mais tranquila a renovação do contrato, mesmo que outros candidatos a GP do Brasil apareçam, como uma possível corrida urbana no balneário de Florianópolis.

A Liberty Media também não exclui a promoção de outro país sul-americano para manter uma presença no continente. O circuito da Argentina, por exemplo, já passa por análises e deverá ser modernizado no futuro.