Oposição política de Valência levanta possibilidades de fraudes no GP da Europa

Oposição política de Valência pede auditoria dos contratos que permitiram a realização do GP da Europa na província espanhola

De acordo com o partido oposicionista, empresas fantasmas e contratos superfaturados marcaram a organização do GP em Valência.

 

O partido esquerdista ‘Esquerra Unida’ pediu uma auditoria sobre os contratos em que envolviam a Motor Circuit, organizadora das cinco edições do GP da Europa, realizada no circuito de rua de Valência de 2008 a 2012. De acordo com os parlamentares, o primeiro contrato foi superfaturado pela empresa Valmor. Em 2009, o consórcio formado pela Valmor e Sociedad de Proyectos Temáticos não devolveram o dinheiro público emprestado pela província valenciana.

Oposição política de Valência pede auditoria dos contratos que permitiram a realização do GP da Europa na província espanhola

Oposição política de Valência pede auditoria dos contratos que permitiram a realização do GP da Europa na província espanhola

“O governo obrigou a criação de empresas de fachadas, supostamente para vender a sociedade a ideia de que havia um interesse empresarial com a realização de um GP de F1 e que isso não custaria nada para o governo. Na verdade, houve empréstimos que não foram pagos até hoje para os cofres públicos”, destacou o porta-voz da Esquerra Unida para o jornal espanhol ‘Marca’.

Ainda segundo a oposição, a auditoria dos contratos das cinco edições do GP da Europa, realizado de 2008 a 2012 em Valência, poderia confirmar também sobre qual foi o destino dos empréstimos realizados junto com o governo valenciano. “Ao todo, nessas cinco edições da F1 foi apenas um capricho de €$ 300 milhões [R$ 971,8 milhões]. Não temos ainda a ideia para onde esse volume de dinheiro foi realmente parar”, frisou.

Também em entrevista com o impresso espanhol, o porta-voz adjunto da União Europeia, Ignacio Blanco, reforçou que caso seja confirmado o não pagamento das dívidas dos organizadores do GP de Valência, esse pode ser o maior escândalo envolvendo um evento esportivo na Espanha. “Desde antes o GP, o governo pagava toda a F1. Foi montado uma arquitetura triangular para fazer um grande evento. Bernie [Ecclestone] cobrava. E a Valmor, que era uma empresa de fachada, desenvolvia toda a promoção do que pode ser o maior escândalo do esportismo espanhol”, finalizou Blanco.