Pirelli não descarta o retorno das “vibrações misteriosas”, mas garante empenho para resolver o problema

A fornecedora de pneus busca definição ainda esta semana sobre o motivo de os pneus traseiros de vários carros terem se deformados de maneira estranha.

 

A fornecedora de pneus da F1 ainda busca explicações para algumas deformações identificadas em vários carros na saída de curvas de baixa velocidade no GP da Bélgica. Apesar de ter sido a primeira vez que o fenômeno foi observado e não representar risco para a integridade estrutural dos pneus, as vibrações contribuíram para danificar a Williams de Lance Stroll na classificação.

O gerente de corridas de F1 da Pirelli, Mario Isola, suspeita que o efeito pode retornar em Monza, embora não acredita que será tão extremo desta vez:”É possível, porque você tem grande frenagem e grande tração na saída das chicanes de baixa velocidade. Mas também temos que entender o efeito da tração e a rugosidade da pista.”

Mario Isola busca soluções para o fenômeno

Isola confia na sua equipe e disse que a fábrica da Pirelli em Milão está trabalhando duro para entender melhor o que ocorreu neste fim de semana em Spa. “Estamos conferindo as frequências das vibrações e vamos continuar investigando. É um novo efeito, semelhante a um que tivemos no passado.”

Em relação ao posicionamento das escuderias e a continuidade do problema, de forma segura, Isola nos respondeu: “Quando conversamos com as equipes eles estavam confiantes de que não criou um problema e a corrida estava bem, então eles estavam certos. Em nossa investigação, nós cortamos muitos pneus durante o fim de semana da corrida e não encontramos nada para sustentar qualquer conclusão. Precisamos continuar investigando e verificando. É um problema de tração em baixa velocidade, então é um efeito da tração, e vamos olhar os dados da corrida também.”