Renault admite estar “confusa” com diferentes ritmos apresentados por Hulkenberg e Palmer no GP da Espanha

Segundo Cyril Abiteboul, os dois pilotos contaram com set-ups iguais nas suas máquinas, mas Nico Hulkenberg pontuou com a sexta colocação, enquanto que Jolyon Palmer ficou em 15º.

 

O abismo existente entre os desempenhos de Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer no último GP da Espanha é algo que está testando o raciocínio da Renault. Esta dúvida foi relatada nesta terça-feira (16) por Cyril Abiteboul, que ainda procura respostas para explicar como Nico Hulkenberg pontuou com a sexta posição e Jolyon Palmer ficou em 15º, apesar dos dois condutores terem a mesma especificação e tática no RS17.

“Este foi um fim de semana estranho para nós”, respondeu Abiteboul em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “Porque tivemos um ritmo diferente da qualificação e resultados estranhos nas corrida de domingo”, continuou.

Hulkenberg foi o único condutor da Renault que conseguiu pontuar no GP da Espanha

“Desta vez, tudo ocorreu de forma oposta. Eu não sei o que influenciou no desempenho dos nossos pilotos. Estávamos realmente surpresos ao ver que o ritmo de corrida foi completamente diferente”, destacou.

“Nós tivemos um fim de semana complicado no TL2 e TL3. E esperávamos uma corrida bastante difícil. Por um lado, ela foi animadora, Hulk conseguiu pontuar. Por outro ainda temos que entender o que aconteceu com Jo[lyon Palmer]”, complementou.

Questionado sobre o fator dos pneus ter influenciado na forma de pilotagem de Hulkenberg e Palmer, Abiteboul afirmou que esta é uma das possibilidades em que a Renault está estudando no momento. “Temos algumas explicações”, citou.

“É difícil prever como os pneus devem operar dentro da pista durante a corrida. Ainda estamos tentando encontrar os nossos pés nesta área”, continuou.

Para Abiteboul, corrente de ar pode ter prejudicado corrida de Palmer em Barcelona

“Nós criamos um carro que é sensível aos fatores externos. Mas a nossa máquina, em particular, sempre mostrou desempenho diferentes com os pneus, tanto em situação de tráfego, como também caso uma corrente de vento atravesse a pista”, exemplificou.

“Mas essa é uma área de pesquisa. Acreditamos que um dos nossos pilotos tenha sido atingido por corrente de ar e isso afetou na durabilidade dos seus pneus que perderam temperatura”, revelou. “Por isso, Jo não conseguiu ter o mesmo ritmo do que Hulk”, justificou.

Por fim, Abiteboul comentou sobre os progressos em que a Renault obteve no seu RS17 durante o fim de semana do GP da Espanha. “Foi uma etapa encorajadora para a nossa máquina”, continuou.

“Estamos bastante animados com este resultado. E isso deve-se também pelas circunstâncias. Mas não podemos ficar empolgados. É preciso olhar para trás, lembrar do passado, baixar a cabeça e nos manter concentrados”.