Renault deixa a F-E para focar na F1

O diretor da fabricante francesa assegurou que decisão reflete desejo de ter tudo dedicado às aspirações na Fórmula 1

 

No início do ano, a aliança Renault-Nissan estava discutindo para ver qual seria a melhor forma de prosseguir com o programa de automobilismo das duas fabricantes. Mesmo com o êxito dos franceses na categoria elétrica, a equipe preferiu ceder a posição a Nissan na Fórmula E 2018.

Quando anunciou a saída da modalidade, deu a entender que a escuderia queria focar as ambições na Fórmula 1. Agora, Cyril Abiteboul, diretor da fabricante, explicou o motivo. “Estamos na F1 e amamos o esporte, mas também estamos nele por uma razão – um projeto de marketing. Por isso, foi importante para se concentrar internamente, mas também fazê-lo em todos os mercados onde a Renault tem ativações.”

“Temos uma grande variedade de opções para fazer ativações nas corridas, e era muito importante ter o apoio de todos no projeto de F1. Isso era crucial, em particular neste ponto no campeonato”, acrescentou.

Em vez de garantir que mais dinheiro chegue à Fórmula 1, a mudança é mais sobre se concentrar internamente nas operações de Enstone. “Acredito que é importante do ponto de vista corporativo, para se concentrar. Não é uma questão de recursos, podemos estar em ambos os esportes monetariamente, mas foi mais de uma perspectiva estratégica e de marketing.”

“Em paralelo, a Nissan tomou a decisão de se juntar, isso criou uma oportunidade fantástica para que a sociedade tenha uma transição tranquila”, explicou Cyril.

A Renault está atualmente em 7º lugar no campeonato de construtores, 5 pontos atrás da Toro Rosso com duas corridas restantes no calendário.

Embora tenha ficado surpresa com o desempenho desta campanha, a equipe sofreu vários problemas de confiabilidade, o que custou um melhor posicionamento no ranking geral. A escuderia tem um objetivo de longo prazo para conquistar o campeonato de 2020.