Russell descreve como positiva a sensação de ter experimentado ‘Halo’ nos testes pós-GP da Hungria

Russell

O jovem condutor afirmou que a visibilidade proporcionada pelo equipamento de proteção adicional de cockpit é muito boa. No entanto, os pilotos devem ter mais impacto na forma de pilotagem em pistas noturnas.

 

O jovem piloto George Russell ficou surpreso com a visibilidade do ‘Halo’ que será introduzido na Fórmula 1 a partir da temporada de 2018. O piloto britânico testou o equipamento de proteção adicional de cockpit no segundo dia de testes pós-GP da Hungria, realizado na quarta-feira passada (2). Mesmo com o item, Russell afirmou que a visão da cabine do carro era bem maior do que ele imaginava.

“O ‘Halo’ foi surpreendente”, respondeu Russell em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. Há uma queda de visibilidade, o que é surpreendente. Mas eu tive uma visão bem melhor do que imaginei”, continuou. “Engraçado que isso foi positivo, pois o ‘Halo’ bloqueou o sol que estaria atingindo os meus olhos”, revelou.

Russell diz que visibilidade do ‘Halo’ foi melhor do que ele imaginava

“Então, eu realmente acho que poderia me acostumar em disputar corridas com esse equipamento. Eu não sei como seria a reação depois das 17h30, quando ocorre o pôr-do-sol. Para ser honesto, do ponto de vista de um piloto. Não acho que teríamos problemas com isso, especialmente na qualificação”, complementou.

Questionado sobre o ponto negativo do ‘Halo’, Russell afirmou que ficou mais complicado de sair do cockpit. “Basta um pouco de experiência para encontrar a técnica certa para sair da cabine. Para isso, você tem que saber onde deverá colocar os braços. Essas coisas”, argumentou.

“Eu lutei inicialmente. Mas no final dos testes, eu estava entrando e saindo do cockpit sem problemas. Você tem que se segurar no ‘Halo’ enquanto você se levanta. O único problema é para retirar as pernas, pois o ‘Halo’ é muito alto. Mas acho que a maioria dos pilotos não devem ter problemas para isso”, concluiu.

Questionado sobre o ‘feedback’ da Mercedes para o teste ocorrido no circuito de Hungaroring, Russell destacou que a equipe aprovou seu desempenho. Mas, ainda é cedo para confirmar novos trabalhos pela ‘Flecha de Prata’ ainda nesta temporada.

Para Russell, o programa de testes com Mercedes foi produtivo, apesar de estar longe do topo dos tempos

“Tirei tudo o que eles precisaram. A maioria dos pilotos querem estar no topo da tabela de tempos. Mas nem sempre nós conseguimos esta realidade. Nós tínhamos definido situações bem diferentes. Então, eu precisei deste tempo para aprender muito”, declarou.

“Algumas das outras equipes estavam mais ligadas para a corrida. No meu caso, eu estava mais voltado em metas diferentes. Eu não entrei na pista com pouco combustível. Do nosso ponto de vista, nós conseguimos terminar o teste de forma produtiva, realizando o que nós tínhamos planejado”.