Se estivesse vivo, Jochen Ridt completaria 75 anos nesta terça-feira

A lenda da Fórmula 1 e campeão mundial do campeonato de 1970 teve o efeito de vencer o campeonato mundial mesmo depois de ter morrido na mesma temporada.

 

Quem acompanhou a Fórmula 1 na década de 70’, certamente possui boas lembranças deste nome: Jochen Ridt. O piloto alemão naturalizado austríaco completaria 75 anos nesta terça-feira (18) se ainda estivesse vivo. Ridt foi o único piloto que conseguiu a façanha de ganhar um campeonato de F1 mesmo estando morto. Ele era conhecido na época ‘hard’ da F1 pelas suas três maiores qualidades: velocidade, agressividade e vontade insaciável de vencer. Fatores estes que lhe garantiram o Mundial de Pilotos de 1970.

Ao todo, Ridt disputou sete temporadas na Fórmula 1. A sua primeira equipe foi a Rob Walker Racing Team pilotou somente no GP da Áustria de 1964, cuja prova não foi finalizada. Em 1965, o austríaco foi contratado pela nostálgica Cooper. Seu melhor desempenho ocorreu no GP da Inglaterra daquele ano, onde ficou na quarta posição.

Ridt completaria 75 anos se ainda estivesse vivo. Ele era conhecido pela agressividade dentro da pista

No campeonato de 1966, a Cooper mudou de fornecedor de motor. A equipe trocou o propulsor V8 Clímax pelo V12 da Maserati. E isso foi tudo o que Ridt desejava. Neste ano, por muito pouco ele venceu os GPs da Bélgica e dos EUA, onde ficou em segundo. E isso sem falar o pódio no GP da Alemanha com a terceira colocação.

Apesar dos bons resultados, a Cooper entrou em crise competitiva na temporada de 1967. Neste mesmo ano a escuderia britânica construiu três diferentes chassis – T86, T81, T81B – que causaram mais abandonos do que a atual McLaren-Honda. E mesmo assim, Ridt chegou perto do pódio nos GPs da Itália e da Bélgica, onde ficou em quarto em ambas as provas.

Devido aos problemas apresentados na Cooper, Ridt negociou sua contratação pela Brabham Racing no campeonato de 1968. Jack Brabham era muito fã o condutor austríaco e não pensou em duas vezes quando o viu bastante desmotivado na sua equipe no campeonato de 1966. Apesar do convite, Ridt também não teve sorte com a Brabham.

Nas 12 etapas do campeonato de 1968, Ridt conquistou dois pódios – nos GPs da África do Sul e da Alemanha –  e abandonou dez corridas por conta de problemas técnicos. Devido a estes problemas, Jochen mudou de equipe novamente e foi parar na Lotus em 1969 – onde conquistou a sua primeira vitória no GP dos EUA daquele ano.

Ridt era conhecido pela sua velocidade, agressividade e insaciável vontade de vencer

No campeonato de 1970, Ridt era mais veloz do que nunca. Ele liderou o campeonato com muita folga vencendo os GPs de Mônaco, Holanda, França, Inglaterra e Alemanha.

A sua morte ocorreu durante os treinos livres para o GP da Itália de 1970, realizado no circuito de Monza. O condutor austríaco sofreu grave acidente na famosa curva parabólica. Ele estava amaciando o motor da Lotus 72C do seu então companheiro de equipe Emerson Fittipaldi. A máquina não estava com as asas e por conta disso, o austríaco não conseguiu frear a tempo na curva, passando direto e se chocando mortalmente no muro de proteção. O bólido foi destruído. Pouco depois da confirmação da morte do condutor, Colin Chapman, dono da Lotus, decidiu que Fittipaldi iria correr com a máquina de Ridt no dia seguinte.

Ao todo, Ridt conquistou título mundial de 1970, seis vitórias, 13 pódios, 109 pontos, dez pole positions, três voltas mais rápida e a agressividade que jamais foi vista na atual Fórmula 1.