Smedley diz que mudanças na comunicação via rádio não vão fazer efeito na F1

Symonds se disse orgulhoso da Williams

O chefe de desempenho da Williams acredita que a proposta aprovada pelo Conselho Mundial da FIA não tem nenhum sentido para a atual Fórmula 1.

 

Na semana antes do GP da Inglaterra, o Grupo de Estratégia decidiu limitar a comunicação realizada entre os pilotos e a equipe durante a realização das corridas restantes da temporada de 2015 de F1. A proposta foi homologada pelo Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na sua conferência realizada sexta-feira passada (10) no México.

Smedley

Smedley (direita) não acredita no efeito da regra que prevê a limitação da comunicação via rádio na F1

De acordo com o Conselho Mundial da FIA, os engenheiros de pistas devem somente dar informações para os pilotos, como por exemplo: as condições existentes na pista, o atual nível de degradação dos pneus e do consumo de combustível, dados sobre a refrigeração do motor V6 Turbo e os seus componentes e a possibilidade de trocar posições com o seu companheiro de equipe.

Apesar das decisões tomadas pelo Conselho Mundial da FIA, Rob Smedley acredita que nada deve mudar na Fórmula 1. O chefe de desempenho da Williams afirmou para a revista britânica ‘Motorsport’ que não acredita no efeito prático desta medida diante das equipes.

“Quando eu li sobre os novos requisitos para a comunicação via rádio, honestamente, eu comecei a sorrir”, citou. “Não acho que elas vão fazer efeito na relação entre as equipes e os pilotos dentro da pista. Pois cada time tem o seu protocolo de comunicação”, explicou.

Apesar de se mostrar descrente com o efeito da nova medida que regula a comunicação entre o piloto e as equipes durante as corridas, Smedley afirmou que defende a transmissão de rádio com menos dados possíveis para os seus condutores. “Devemos simplificar este processo”, citou.

“O desempenho de todo mundo está ligado unicamente como se dá relação entre o piloto e o seu engenheiro. Nós da Williams procuramos simplificar a informação para não atrapalhar a forma de condução dos nossos rapazes”, destacou.

Por fim, Smedley também comentou sobre a decisão da FIA em uniformizar o ponto de embreagem dos carros para as corridas restantes do atual campeonato. “Acho estas configurações perfeitas”, respondeu. “Algumas equipes que possuem uma diferença maior do que nós podem estar utilizando este recurso. E isto é algo muito desigual. Acho que a largada é algo importante para todos numa corrida, então, isso vai fazer uma grande diferença”.