Surge uma nova evidência favorável à RBR no “caso Ricciardo”

Horner

Red Bull afirma que tem uma nova prova para se defender  no caso da desclassificação do australiano devido a irregularidades no fluxômetro do seu carro, em Melbourne.

 

A Corte Internacional de Apelação da FIA se reunirá na segunda-feira para discutir a exclusão de Daniel Ricciardo do segundo lugar conquistado em Melbourne, devido a uma violação no regulamento referente ao fluxo de combustível. O autraliano foi punido após o fluxômetro do seu carro indicar que ele havia violado o limite máximo de 100kg/h do fluxo de combustível.

Horner

Horner contou que a RBR tem uma nova prova ao seu favor e está confiante no resultado do julgamento.

Porém, a Red Bull argumenta que o sensor não estava fornecendo leituras satisfatórias e que, com a sua precisão à deriva, ele não teve escolha a não ser usar seus próprios dados. A equipe está confiante de que conseguirá provar que ele estava dentro do limite máximo permitido de combustível, bem como mostrar que há problemas com os sensores.

Além disso,o time está desesperado para obter o máximo possível de pontos e assim manter-se prórima a Mercedes gerenciável até que sejam entregues as melhorias do carro. Por isso, ela sabe o quão importante é uma vitória no tribunal nesse momento.

O chefe da equipe, Christian Horner, falou sobre a importância de cada ponto conquistado nesse início de temporada e acredita que conseguirá reverter a situação do piloto australiano. “Esses pontos são vitais. Cada ponto é vital. Nós temos um carro muito forte e que tem progredido a cada corrida, e por isso as questões tornaram-se mais evidentes. Existe uma nova evidência, novos entendimentos vieram à tona. Então, espero que possamos apresentar nosso caso de forma justa e buscar o nosso segundo lugar que Daniel fez por merecer em Melbourne”, comentou.

A RBR se recusou a falar sobre a nova evidência, mas pode estar relacionada com uma maior compreensão da razão pela qual tem acontecido uma série de problemas com ela e com sua equipe irmã, Toro Rosso, nas três primeiras provas da temporada. Se a equipe puder provar que há problemas com os sensores de combustível, que não estavam claros para a FIA antes do início da temporada, então ela terá um argumento mais forte.

A Red Bull também afirma que o comunicado técnico emitido pela FIA no início de março, que se refere a utilização do fluxômetro, não tem nenhum valor regulamentar. Ela argumenta que, portanto, tem cumprido plenamente com os regulamentos no que diz respeito aos limites de fluxo de combustível.

Entretanto, a FIA permanece inflexível e diz ter total confiança nos sensores de combustível que são fornecidos pela empresa britânica Gill Sensors. Em entrevista no GP do Bahrein, o presidente da FIA, Jean Todt, disse que ter sensores de combustível era essencial, e que as violações tinham de ser tratadas da mesma maneira que uma quebra de regulamentos na F1.

“É uma regra, e você precisa respeitar as regras. Eu não teria nenhum problema por não ter um medidor de fluxo de combustível. Mas o único problema é que seria como fazer um motor com uma capacidade livre. A única maneira de limitar a potência do motor é ter um medidor de fluxo que é controlado pela FIA”, encerrou.