União Europeia decide não investigar venda das ações da Fórmula 1 para a Liberty Media

Comissão da UE

Segundo deputada responsável pelo inquérito, não foram encontrados indícios que comprometesse a realização do negócio com os novos acionistas do esporte. Apesar disso, a queixa em que envolveu a forma de distribuição de renda entre as escuderias deverá passar por investigação.

 

Mais um capítulo sobre a investigação da Fórmula 1 pela comissão antimonopólio da União Europeia (UE) teve o seu desfecho nesta terça-feira (28). A deputada responsável por chefiar o inquérito contra a forma de distribuição de renda na F1, Margrethe Vestager, informou que a venda dos 35,5% das ações financeiras da CVC Capital Partners para a Liberty Media foram consideradas legais pela comissão. Com isso, o Parlamento Europeu não deverá investigar a aquisição dos direitos comerciais da principal categoria do automobilismo mundial pela Liberty.

Apesar dessa mudança, Vestager também relatou que o processo ainda continuará em andamento. O Parlamento Europeu deseja confirmar se realmente as queixas abertas pela Sauber e Force India em 2015 são realmente reais, onde as escuderias acusam o Pacto de Concórdia de assegurar a distribuição de 65% da renda do esporte para as cinco escuderias de ponta do grid.

Comissão da UE confirma que compra das ações financeiras da Liberty Media não será investigado

“Esta operação não satisfaz os limiares de volume de negócios que devem ser cumpridos para cair dentro da competência da comissão”, afirmou Verstager em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’.

Em reposta, a deputada europeia responsável pela abertura do inquérito contra a administração da Fórmula 1, Anneliese Dodds, afirmou que ainda espera mais detalhes da investigação por parte da Comissão Antimonopólio da UE. “Ainda há questões sérias a ser respondidas. Entre elas a alocação de dinheiro injusta no esporte”, destacou.

“O sistema atual de renda prejudica diretamente as pequenas equipes do grid. Pois parte do dinheiro vai para as equipes grandes, que agem como leões”, comparou. “E isso acontece independentemente da posição em que terminam no campeonato”, continuou.

“Vo continuar a levantar as minhas preocupações de concorrência na União Europeia. E continuar a pressionar para um acompanhamento das queixas que foram apresentadas pela Sauber e Force India”, afirmou. “Estou feliz porque a União Europeia está investigando a decisão tributária que parece algo bastante duvidoso por parte dos gestores da F1”, disse.

“Qualquer acordo que queira reduzir a carga tributária de uma empresa é apenas ilegal, exceto se ela for um auxílio estatal. Se tal regras forem comprovadas, podemos dizer que houve a quebra das leis que concorrência vigentes no governo britânico”.