Whiting volta explicar porque não puniu Hamilton no último GP do México

Whiting

O diretor de provas da Federação Internacional de Automobilismo afirmou que o condutor britânico estava com problemas nos freios do seu W07 Hybrid, diminuiu de velocidade na área de escape do circuito Hermanos Rodríguez e agiu de forma não intencional após largada confusa.

 

Novamente a polêmica sobre a largada de Lewis Hamilton foi debatida nos bastidores da Fórmula 1. Nesta quinta-feira (10), o diretor de provas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Charlie Whiting, voltou a comentar as razões pelas quais não puniu Lewis Hamilton. O piloto da Mercedes tinha largado mal, errou o ponto de frenagem e quase se envolveu em uma confusão na primeira curva no GP do México.

Para tentar escapar de qualquer incidente, Hamilton cortou as curvas 3 e 4 pela área de escape. A manobra foi vista como irregular pelas equipes rivais, como por exemplo, Ferrari e Red Bull Racing (RBR).

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Whiting explica com detalhes porque não puniu Hamilton no GP do México

Para Whiting, não teria como punir Hamilton, pois a telemetria do seu carro mostrou que ele diminuiu de velocidade quando passou para a área de escape, mostrando assim, que ele não queria ganhar nenhuma vantagem. Além disso, o britânico estava com problemas nos freios do seu W07 Hybrid.

“A diferença principal entre os dois é que Hamilton não iria ganhar uma vantagem duradoura”, destacou Whiting em entrevista para revista britânica ‘Autosport’.

“Podemos dizer que nas curvas 3 e 4, ele desacelerou 80%. Então aproximadamente, o carro dele não ganhou nenhuma vantagem com isso. Por isso, os comissários de prova optaram por não penalizá-lo”, complementou.

Whiting também comparou a análise feita pela manobra de Hamilton com o caso de Max Verstappen, que perdeu o pódio no GP do México por fazer uma infração bastante parecida. “Se Max tivesse feito a mesma coisa nas curvas 3 e 4, certamente não teria perdido o seu lugar”, opinou.

“A razão pela qual os comissários de prova não acharam uma punição adequada para Hamilton é porque as circunstâncias não lhe davam possíveis vantagens duradouras”, explicou. “Essa é a diferença fundamental entre os dois incidentes, analisando do ponto de vista dos comissários de prova”.