Administradores da F1 debatem mudanças do regulamento

A reunião entre as entidades pretende manter a potência dos motores. Outro tema em pauta é o nivelamento dos custos entre as principais escuderias e as menores, visando aumentar a competitividade da F1

 

Os novos proprietários da Liberty Media comunicaram recentemente que desejam anunciar a partir de 31 de outubro, as mudanças no futuro regulamento do motor para a temporada 2021. Mas para fazer isso, é necessário “preparar o terreno” e esse é o intuito da reunião entre a FIA e a FOM, que será realizada nesta sexta-feira 13.

Representantes da Federação e do Grupo de Fórmula 1 analisarão as inúmeras propostas apresentadas pelos atuais fabricantes e por aqueles que participaram das reflexões do grupo de trabalho, como o Grupo Volkswagen (Audi e Porsche) e a Aston Martin.

O propósito da conferência é formar uma frente consolidada antes da próxima reunião, que englobará as 6 equipes principais da categoria [Mercedes, Ferrari, Red Bull, McLaren, Williams e Force India], além da FIA e da FOM, um dia depois do GP do México.

As medidas visam aumentar a rivalidade e deixar a competição mais acirrada.

O real objetivo é simplificar os motores mantendo a estrutura V6, mas com um duplo turbo e um ERS menos sofisticado para reduzir custos. Toda essa urgência poderia ser explicada pelo interesse de certos responsáveis, em antecipar os novos regulamentos até o fim de 2019, ou seja, um ano antes do sugerido. 

Outro assunto que provavelmente vai fazer parte do debate é o controle de orçamento dos times, que ficará em torno de € 150 milhões (sem contar os salários dos condutores e custos de marketing). Essa medida poderia ser introduzida também em 2019, com um período de adaptação para permitir que as escuderias de maior poder aquisitivo, possam reduzir gradativamente os custos e nivelem os valores com os das equipes independentes, na abertura da temporada 2021.