Brawn prega distribuição de renda mais igualitária dentro da F1

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Atual diretor esportivo da categoria, Ross Brawn ainda comparou atual sistema de distribuição financeira da F1 com o estabelecido na NFL tempos atrás

 

A atual estrutura comercial da F1 com as equipes baseia-se em acordos criados pelo ex-chefão da categoria, Bernie Ecclestone. Bernie havia estabelecido pagamentos adicionais em cima de equipes que garantissem melhores colocações no Mundial de Construtores. Após a aquisição de maior parte das ações da categoria pela Liberty Media, Ross Brawn, responsável pelas questões esportivas, espera que agora haja maiores discussões sobre novos contratos, a fim de tornar a distribuição financeira mais equitativa.

Assim como no futebol, existem equipes que lucram absurdamente mais, seja com relação às cotas de TV, com o próprio ingresso dos jogos ou até mesmo por auxílio de federações. Essa disparidade econômica torna o esporte cada vez menos competitivo e aberto à hegemonias por parte de uma equipe, vide a Mercedes que desde o início da era dos motores híbridos, em 2014, conquistou todos os campeonatos entre os Construtores.

“Sempre haverá diferenças de opiniões, pontos de vistas diferentes sobre as coisas, além delas ficarem, muitas vezes, tensas. No entanto, hoje há muita disposição para cooperar com um possível esporte mais competitivo”, disse Ross Brawn sobre uma distribuição de renda mais igualitária dentro da F1. “O elefante na sala, todos sabemos, é a distribuição de fundos, e as discussões precisam começar para que todos possam encontrar soluções”, propôs o diretor esportivo.

Brawn espera que F1 se torne mais competitiva através de uma melhor distribuição de renda

Brawn ainda comparou a situação da F1 com o encontrado no futebol americano, por exemplo. Tempos atrás, a NFL – principal competição de futebol americano do mundo – tinha um sistema de recompensas bem distorcido, o que possibilitou apenas duas equipes disputarem títulos enquanto as outras lutavam contra as adversidades. No entanto, essas equipes abriram mão de suas regalias em prol da competitividade do esporte.

“Houve uma época no futebol americano que havia um sistema de recompensas injusto e apenas duas equipes garantiam a maior parte do dinheiro, mas essas equipes sacrificaram sua posição para ter uma solução equitativa, tornando o esporte mais competitivo e bem sucedido”, explicou Brawn, fazendo alusão ao futebol americano para identificar os problemas dentro da F1. “Há alguma lição para nós la? Acredito que sim, é um grande exemplo de equilíbrio entre esporte e comercialismo e os novos proprietários da F1 vêm desse tipo de cultura”, concluiu.