Cancelamento de contrato do GP de Cingapura poderia render prejuízo de US$ 100 milhões anuais, diz pesquisa

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Apesar de não correr risco de sair da F1, os organizadores da cidade-estado asiática realizaram o levantamento para mostrar ao governo local a importância financeira da etapa.

 

Em novembro passado, a Fórmula 1 recebeu uma notícia não tão boa. O GP da Malásia não vai ter o seu contrato renovado após a temporada de 2018. A informação foi confirmada pelo ministro da juventude e esportes, Khairy Jamaluddin, que justificou essa atitude por conta dos altos gastos em que o governo malaio tinha para manter a etapa de Fórmula 1.

Tal decisão forçou os organizadores malaios a buscar apoio com os seus vizinhos de ilha, ou seja, os promotores do GP de Cingapura. Segundo especulações, essa parceria tinha como meta a construção de novo circuito localizado na cidade de Batu Pahat, no sul da Malásia. O projeto está orçado em US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bilhões).

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Promotores do GP de Cingapura apresenta pesquisa de impacto financeiro da prova de F1

Nesta quarta-feira (11), os promotores do GP de Cingapura apresentaram pesquisa em que avaliava o impacto do cancelamento da etapa para a economia do país asiático. A enquete foi realizada com a entrevista de 10 mil pessoas, entre nativos e turistas que frequentaram a etapa cingapuriana de F1. Apesar de estar com o futuro garantido por Bernie Ecclestone, os organizadores apontaram para o prejuízo de US$ 100 milhões (R$ 320 milhões) caso a etapa de Marina Bay seja cancelada. O relatório foi publicado pela revista francesa ‘F1i’.

Além disso, a pesquisa apresentou a aprovação de 70% da população sobre a realização do GP de Cingapura. Das pessoas que aprovaram a etapa cingapuriana, 20% deles são australianos, 17% tailandeses e 12% são chineses. A corrida disputada no circuito de Marina Bay possui contrato válido até a temporada de 2018.