Carey não descarta possibilidade de Liberty Media substituir Pacto de Concórdia por outro tipo de acordo com equipes

Carey

O CEO executivo da Fórmula 1 afirmou que as ações planejadas pela Liberty estão paradas por conta do atual acordo financeiro. E que a principal categoria do esporte deverá mudar somente daqui a três anos.

 

O atual Pacto de Concórdia e o futuro da Fórmula 1 foi abordado Chase Carey nesta quinta-feira (18). O CEO executivo da principal categoria do automobilismo mundial confessou que a política financeira prometida pela Liberty Media está, no momento, impossível de se aplicar por conta do acordo que foi assinado por oito anos entre as equipes, montadoras e a Formula One Management (FOM).

Carey também revelou que a Liberty Media estuda a possibilidade de assinar novo acordo com as equipes e montadoras do grid para o campeonato de 2021. O CEO da F1 não deu detalhes sobre as negociações, mas afirmou que tal procedimento será preciso para manter a política financeira que será aplicada para sustentabilidade do esporte.

Carey diz que Pacto de Concórdia impede nova política financeira para a Fórmula 1

“Temos o infame documento chamado de Pacto de Concórdia, que é um acordo de seis a oito anos e que tem expiração somente em 2020”, afirmou Carey para a revista britânica ‘Autosport’. “Então este é o pacto que define o acordo financeiros com as equipes e montadoras”, continuou.

“O nosso objetivo é criar uma parceria a longo prazo. E não uma parceria que possa seguir a configuração do atual Pacto [de Concórdia]. Não acho válido renegociar novas condições para os próximos oito anos”, argumentou.

“E isso cria um círculo vicioso. Pois quando você tentar sair disso, não vai poder fazê-lo por conta dos acordos que foram assinalados. O que eu gostaria realmente era ter permissão de aplicar a nossa política financeira para o esporte. Mas isso não será possível”, continuou.

“Temos que esperar até o fim do Pacto de Concórdia. Temos três anos até lá. Acho que até lá, todos do grid estão bem-vindos para negociações”, complementou.

Carey também não descartou a possibilidade de assinar novo acordo, mas com todos do grid da F1

Questionado se o novo acordo da Liberty poderia apenas privilegiar algumas escuderias do grid da F1, Carey afirmou que esta possibilidade está de fora dos seus planos. O CEO da Fórmula 1 afirmou que deseja incluir todas equipes atuais, pois assim poderá equilibrar a competitividade existente na principal categoria do automobilismo mundial.

“Realmente o que estamos fazendo atualmente é trabalhando com os nossos parceiros que estão competindo na pista”, argumentou. “Queremos trazer benefícios para todos e não apenas para algumas equipes”, continuou.

“A Fórmula 1 é historicamente um esporte onde todos compete com todos. E o mais forte, ou melhor, com maior suporte financeiro, sobrevive. Queremos mudar isso”, destacou. “O nosso objetivo é mudar essa cultura do esporte. Queremos criar uma nova cultura. E até sinto que existe uma homossexualidade nisso. Mas não há dúvida que precisamos mudar”, declarou.

“Então, esta é uma grande oportunidade de criar uma relação saudável. Então, esperamos poder construir algo que possa beneficiar a todos”.