Com futuro incerto, Palmer recebe ajuda da Renault para encontrar uma alternativa

O chefe da equipe, Cyril Abiteboul, sugeriu que o grupo Renault poderia ajudar Jolyon Palmer a garantir a continuidade da carreira no automobilismo

 

Já estava confirmado que o GP do Japão seria o ultimo de Jolyon Palmer como piloto da Renault. Já na próxima etapa dos EUA, Carlos Sainz se junta à equipe francesa para competir nas quatro corridas que finalizam a temporada 2017.

As chances de o britânico permanecer na Fórmula 1 são consideradas escassas. A Williams é o alvo principal, porém o condutor aguarda juntamente com Robert Kubica e Paul di Resta, a possibilidade de assumir o cockpit de Felipe Massa.

Aos 26 anos de idade, o piloto procura outros lugares para continuar a carreira e Cyril Abiteboul até insinuou que ele poderia convidar a assistência do grupo Renault para conseguir um assento. Além da F1, a escuderia francesa está na Fórmula E, como um fabricante de powertrain e parceiro da e.dams, a equipe que dominou as três primeiras temporadas. A marca “irmã” Nissan tem presença no japonês Super GT, além da participação no Campeonato IMSA, a série australiana Supercars e a Série Blancpain GT.

Cyril (E) sempre elogiou Palmer e ainda quer vê-lo no Grupo Renault, mesmo que em outra categoria.

“Nós somos um fabricante que é parte de um grande grupo, e temos uma pegada bastante ampla em automobilismo, então há oportunidades também de ajudá-lo para o futuro”, disse Abiteboul.

Quando perguntado sobre as perspectivas para a carreira de Palmer, Cyril garantiu apoio ao seu ex-condutor. “Ele tem o meu compromisso pessoal e também com a Renault de ver como podemos ajudá-lo no próximo desafio. Tenho certeza de que ele tem algumas idéias.”

Antes mesmo da confirmação da saída antecipada da Renault, Palmer disse que estava “aberto” sobre o próximo passo da carreira, embora descartasse um papel de terceiro motorista, como já havia realizado em 2015 pela Lotus.

Suzuka foi a ultima participação do motorista com o Losango, que vai atrás de contrato para 2018.

Jolyon também acredita que pelo fato da Williams estar considerando dois condutores que estiveram fora da F1 por várias temporadas, lhe dá mais chances para acreditar na permanência na categoria e que o fim de 2017 seja apenas um período de descanso.

“Uma coisa que você pode dizer é nunca dizer nunca na F1. Obviamente, a volta de Kubica mostra isso – provavelmente muitas pessoas pensaram que ele nunca voltaria, e ele está lá”, disse Palmer, e acrescentou: “E também Paul di Resta, que não correu na F1 além de Budapeste [preenchendo para Massa] por um longo tempo e está na mistura para um passeio novamente. Você nunca sabe.”