Ecclestone revela que não tem mais poder de decisão na Fórmula 1

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O presidente honorário da Fórmula 1 revelou que se cargo é apenas representativo. E que as decisões no esporte é algo que somente pertence aos novos CEOs contratados pela Liberty Media.

 

Neste domingo (19), Bernie Ecclestone admitiu que não possui mais poder de decisão na atual Fórmula 1. O ex-chefão da principal categoria do automobilismo mundial explicou que agora, o futuro da F1 pode somente ser decido pelos três CEOs – Ross Brawn, Sean Bratches e Chase Carey – que foram contratados pela Liberty Media.

“Agora, o que eu posso fazer é seguir em frente”, respondeu Ecclestone em entrevista para o jornal britânico ‘The Daily Mail on Sunday’. “Eu não posso mais fazer nada”, continuou. “Até mesmo meus antigos funcionários foram informados que não podem mais conversar comigo”, revelou.

Ecclestone dá detalhes como foi seu afastamento do comando da Fórmula 1

“Eles [Liberty Media] querem realmente se livrar da Era Ecclestone. Querem apagar o nome Ecclestone da história da Fórmula 1. Eles sempre dizem as mesmas coisas. E acho que eles acreditam que isso me deixa feliz, mas não”, retrucou. “Eu fiz um super trabalho. Eles podem até estar certos, mas agora, eu quero seguir em frente”, complementou.

Questionado sobre a possibilidade de guardar mágoa pelo seu afastamento do comando da Fórmula 1, Ecclestone afirmou que apenas ficou desapontado. O ex-chefão explicou que somente foi informado sobre a sua perda de poder de decisão após ter assinado o novo contrato com a Liberty Media.

“Eu fiquei aborrecido quando a Liberty me pediu para se afastar? Não. Mas a maneira como eu vejo, se alguém compra um carro, é claro que essa pessoa deseja dirigí-lo”, comparou. “Fiquei um pouco desapontado, porque não me perguntaram sobre isso. Apenas assumiram e me deram a notícia depois. Eu ficaria por três anos, assim como o contrato deles dizia. E eu queria isso”, respondeu.

“Então, eu fiquei surpreso quando me disseram que eu iria sair do negócio. E que Chase [Carey] seria o novo chefão. Chase fez isso cara a cara”, concluiu.

Ecclestone (centro) revela que ficou surpreso com a promoção dada para Carey (esquerda)

Por fim, Ecclestone comentou que está trabalhando no momento no auxílio aos acionistas minoritários da F1. E que gostaria de voltar para o lugar em que Chase Carey está ocupando no momento, o de chefão da F1.

“Estou terrivelmente invejoso porque Chase está na posição encantadora, onde ele pode fazer um monte de coisas, que eu podia fazer. E agora eu não posso mais”, argumentou. “Eu tenho tentado dirigir o negócio de forma executiva. Estou auxiliando os acionistas [minoritários da F1] para ganhar lucro com o esporte. Eles me deixam executar as coisas e eu mostro como as coisas podem ser executadas”.