Horner diz que novo regulamento técnico e esportivo de 2017 levantou debate sobre uso dos túneis de vento

Horner volta a comentar sobre limitação de uso dos túneis de vento

Segundo o chefe de equipe da Red Bull Racing, as escuderias têm gastado bastante no desenvolvimento aerodinâmico durante esta temporada.

 

O novo regulamento técnico e esportivo da temporada de 2017 de Fórmula 1 expôs a polêmica dos custos das equipes com o desenvolvimento aerodinâmico executado através dos tradicionais túneis de vento. Esta questão foi levantada por Christian Horner nesta quinta-feira (10). O chefe de equipe da Red Bull Racing (RBR) afirmou que os times estão gastando muito dinheiro neste ano com o processo de produção de peças através deste recurso.

Horner ainda defendeu a criação de uma política que controlasse a utilização dos túneis de vento. Para assim, cortar custos e evitar que equipes independentes fiquem endividadas para a próxima temporada.

Horner volta a comentar sobre limitação de uso dos túneis de vento

“Nós entramos com o pé atrás realmente”, diz Horner para a revista britânica ‘Autosport’. “As ferramentas não estão correlacionadas com o que está acontecendo dentro da pista”, destacou.

“Predominantemente é o túnel de vento que está chamando as atenções recentemente. O tamanho do modelo, o tamanho dos pneus, deram alguns resultados espúrios. Enquanto que anteriormente, de repente, temos algumas divergências sobre o uso do túnel de vento”, argumentou.

“O grande problema é que hoje temos um carro que ficou muito mais amplo, ficou muito maior, e bastante sensível ao uso do túnel de vento”, disse. “Esses problemas nós não vimos anteriormente”, continuou.

“Então claro. É nisso que estamos trabalhando para planar e tentar recuperar todo esse tempo em que estávamos parados. E tudo isso tem um custo adicional. Especialmente para as equipes que não possuem túnel de vento próprio”, complementou.

Horner revela que RB13 possui altura menos em relação ao solo para melhorar sua aerodinâmica

Horner ainda analisou o perfil técnico do RB13 da Red Bull. O chefe de equipe destacou que o chassi da máquina taurina é baixo em relação ao solo. O que é necessário para não depender muito do desenvolvimento pelo túnel de vento.

“A distância entre os eixos e em relação ao solo é relativamente baixa”, revelou. “É exatamente isso que faz o nosso carro evoluir. É a direção da evolução que ajudou a colocar mais performance no nosso carro”, disse.

“E desde Barcelona que conseguimos progredir com esta configuração. A cada GP que disputamos, nós conseguimos obter mais desempenho do nosso carro. Tivemos muitos progressos na primeira metade do ano. E esperamos que a segunda seja bastante competitiva”.