Nesta quinta-feira, Phil Hill completaria 90 anos se ainda estivesse vivo

Hill

O condutor campeão de 1961 foi o primeiro piloto americano a vencer o campeonato de Fórmula 1.

 

Quem teve a sorte de acompanhar a Fórmula 1 na década de 60’, certamente deverá se lembrar da tensão vivida na época mais perigosa da principal categoria do automobilismo mundial. Naquela fase romântica da F1, existiam lendas nas pistas inseguras da Europa e outros continentes, tais como Jack Brabham, Graham Hill, John Surtees, Jim Clark, Jackie Stewart, Phil Hill, entre outros.

Nesta quinta-feira (20), se ainda estivesse vivo, Phil Hill completaria 90 anos. O condutor campeão mundial de 1961 foi o primeiro americano a conquistar títulos na F1. E pode-se dizer que também foi o primeiro elo da relação do automobilismo norte-americano com a Ferrari, visto que seus maiores feitos aconteceram dentro do cockpit dos carros da escuderia de Maranello.

Hill fez história conquistando o título do Mundial de Pilotos de 1961 pela Ferrari

Visionário, Hill começou a sua carreira F1 em 1958. Ele pilotou os GPs da França pela equipe Jo Bonnier que tinha uma Maserati 250F e os GPs da Alemanha, Itália e Marrocos pela Ferrari com o 246F1 – vale ressalta que o condutor norte-americano chegou ao pódio com a terceira colocação com a máquina do time de Maranello nos circuitos de Monza e Marrakesh.

Diante destes resultados, a Ferrari não teve dúvidas e contratou Hill para disputar a temporada de 1959. Neste mesmo campeonato, o americano conseguiu pódios nos GPs da França, Itália e Alemanha.

A primeira vitória de Hill também aconteceu pelo cockpit da Ferrari. Foi no GP da Itália de 1960. A performance no circuito de Monza levou a torcida ferrarista à loucura naquela época.

Mas foi somente no campeonato de 1961 que Hill conquistou o seu primeiro título mundial na F1. O condutor da Ferrari obteve pódios nos GPs de Mônaco, Holanda, Inglaterra e Alemanha e vitórias marcantes em Spa-Francorchamps (Bélgica) e Monza (Itália). Tais resultados o garantiu o campeonato apenas um ponto à frente do segundo colocado que era o alemão Wolfgang von Trips que era seu companheiro de equipe no time de Maranello.

Hill faleceu em 2008 devido a complicações geradas por conta do Mal de Parkinson

A partir de 1962, o desempenho de Hill começou a declinar na F1. Fora da disputa pelo título daquele ano, o condutor norte-americano recebeu fortes críticas diante do seu desempenho no GP da Itália, onde terminou a prova longe do pódio, na 11º colocação. Devido aos baixos resultados na Ferrari, o americano mudou de escuderia competindo pelas extintas ‘Ecurie Filipinetti’ e ‘Automobili Turismo e Sport’ no campeonato de 1963 – cujos resultados foram inexpressivos.

Em 1964, a nostálgica Cooper o contratou, mas Hill não conseguiu repetir os antigos resultados em que teve com a Ferrari no início da década de 60’. Tal situação não o ajudou a renovar seu contrato para disputar o mundial de 1965 de F1.

Hill terminou a sua carreira em 1966 pela Anglo American Racers. Ele tentou retornar para às pistas no GP da Itália, mas não conseguiu se qualificar por conta da baixa confiabilidade e desempenho do Eagle T1G. A lenda pioneira americana que venceu o campeonato de 1961 de F1 sofria do Mal de Parkinson e faleceu aos 81 anos no dia 28 de agosto de 2008.

Além da F1, Hill venceu corridas importantes como as 24 Horas de Le Mans (1958, 1961 e 1962), 12 Horas de Sebring (1958, 1959 e 1961) e os 1000 km de Nurburgring (1962 e 1966), todas etapas do Mundial de Endurance (WEC).  Além dele, outro americano também se tornou campeão mundial. Foi Mario Andretti em 1978.