Pirelli arrisca na possibilidade de equipes desempenharem de um a dois pit-stops no GP da Austrália

Isola

Segundo Mario Isola, as escuderias devem utilizar melhor os pneus supermacios e macios. Além disso, o asfalto do circuito de rua, apesar de irregular, deve prometer menor degradação durante a corrida.

 

A Pirelli divulgou a sua análise sobre o GP da Austrália, corrida esta que será a estreia oficial dos novos compostos largos da marca italiana na Fórmula 1. Para a prova agendada no próximo domingo (26), Mario Isola aposta na possibilidade das equipes desempenharem a estratégia de uma a duas paradas. Entre os pneus melhores usados, o novo diretor-geral da fabricante de Milão destacou os pneumáticos macios (PZERO Amarelo) e supermacios (PZERO Vermelho) como chave para obter melhor desempenho na qualificação e corrida realizada no circuito de Melbourne.

“As equipes completaram 7.427 voltas em Barcelona durante os testes da pré-temporada usando todos os compostos”, destacou Isola em entrevista para a revista italiana ‘Motorsport.it’. “Nesse trabalho, nos concentramos nos pneus médios [PZERO Branco] e macio [PZERO Amarelo]”, afirmou.

Isola afirma que equipes podem explorar tática de única parada no GP da Austrália

“Em Melbourne será interessante. Pois iremos contar com os compostos macios, supermacios e ultramacios [PZERO Roxo]. Então, acho que as equipes devem utilizar mais o PZERO Amarelo e o Vermelho para a corrida. O ultramacio pode ser mais utilizado para a qualificação”, opinou. “Sobre o número de paradas? Eu arriscaria entre uma ou duas, dependendo da estratégia adotada por cada time”, complementou.

Ainda de acordo com a ‘Motorsport.it’, a Pirelli já informou as equipes que a medida oficial para a pressão interna dos pneus será entre 22 psi para os compostos dianteiros e 19,5 psi para os traseiros. A fabricante de pneus também deverá testar novo software para acompanhar o comportamento dos pneus em tempo real. Em carro de irregularidades, a marca irá informar o problema para os comissários de prova da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que podem julgar o caso.

Sobre o circuito de Melbourne, o relatório da Pirelli prevê que as equipes devem sofrer com pouca degradação dos pneus. Apesar de ser uma pista de rua – que possui asfalto áspero e irregular – a arquitetura do novo composto que tem 25% a mais de borracha – do que o pneumático de 2016 – deve garantir o baixo nível de desgaste. Além disso, as zonas de travagem devem ficar ainda menores neste ano, possibilitando assim, maior ênfase nos níveis de downforce e aderência mecânica.