Red Bull ameaça sair da F1 caso FIA não aprove introdução de motor independente em 2021

Ricciardo

Segundo Helmut Marko, o novo fabricante independente poderia diminuir os custos dos contratos para o fornecimento de propulsores híbridos e ainda proporcionar a introdução de diferentes tecnologia no esporte.

 

Enquanto que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) continua com as negociações para definir o novo regulamento técnico e esportivo de motor na Fórmula 1 para o campeonato de 2021 – quando o Pacto de Concórdia não terá mais valor -, nesta quinta-feira (20), a Red Bull Racing (RBR) ameaçou deixar o grid da F1 caso não seja incluído nas futuras regras, a permissão do fornecimento de propulsores por fabricante independente.

Quem revelou isso foi Helmut Marko. Segundo o consultor taurino, a introdução do novo fornecedor de propulsor independente poderá baratear os contratos de fornecimento de propulsores e ainda permitir a introdução de novas tecnologias, além da híbrida usada atualmente no campeonato.

Marko diz que presença da RBR em 2021 não está assegurada, exceto se houver motores independentes 

“Um fornecedor independente de motor deverá entrar na F1 em 2021”, afirmou Marko em entrevista para a revista britânica ‘Motorsport’. “Isso é uma coisa necessária, pois os motores precisam ser baratos, simples, barulhentos e ter contrato que do ponto de vista não ultrapasse ao valor de 10 milhões de Euros [R$ 33,8 milhões]”, declarou.

“Estamos falando de um motor muito menos sofisticado do que temos agora. Um simples automobilismo. Existem empresas no mercado prontas para fornecer unidades de força deste jeito. Se isso não acontecer, a nossa estadia na F1 não vai estar garantida”, complementou.

Apesar das declarações dadas por Marko, a questão sobre o novo regulamento técnico para os motores da F1 ainda continua em aberto. A FIA  promoveu o primeiro encontro com as montadoras do grid e ainda convidou outras de fora como Audi, Cosworth e Lamborghini para participar da pauta de debate. No entanto, as medidas foram deixadas para aplicação direta somente em 2021. E isso se deve-se por conta do Pacto de Concórdia assinado pelas principais escuderias e fabricante. Este acordo deverá expirar somente no fim do campeonato de 2020.