Renault defende diferença tecnológica entre F1 e Fórmula E

Palmer

Segundo Cyril Abiteboul, as montadoras devem diferenciar a tecnologia apontada pelas duas categorias. Ele também debateu sobre descongelamento de motores e fim do Pacto de Concórdia.

 

Nesta segunda-feira (20), Cyril Abiteboul comentou sobre a diferença tecnológica entre a Fórmula 1 e a Fórmula E. Para o diretor-geral da Renault, as montadoras deveriam melhorar o conceito de tecnologia usada na F1 e na F-E, mas evitar desenvolvimentos que aproximem ainda mais os dois esportes. Abiteboul explicou que essa alternativa é algo que não poderia ser benéfico para ambas fabricantes.

“A tecnologia da F1 deve ser diferenciada da F-E”, respondeu Abiteboul em entrevista para a revista italiana ‘Motorsport.it’. “É um equilíbrio difícil. E temos que ter certeza de que cada categoria tenha o seu conceito próprio empregado pelas montadoras para o desenvolvimento dos seus motores”, respondeu.

Abiteboul comenta sobre diferença de tecnologia entre F1 e Fórmula E

“Na Renault, estamos em uma situação especial, pois estamos envolvidos nas duas fórmulas, ao mesmo tempo. Por isso, estamos cientes das grandes diferenças”, argumentou.

Abiteboul também comentou sobre o fim do Pacto de Concórdia, válido para acontecer após 2020. E também sobre a possibilidade da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) descongelar o desenvolvimentos dos motores híbridos da F1. “Obviamente, o fator financeiro é algo que está envolvidos nesses dois temas”, respondeu.

“Sobre a questão dos motores, eu não tenho nenhuma opinião relacionado com a possível mudança na arquitetura da unidade de força”, respondeu. “Vai ser difícil voltar a usar propulsores antigos [V8 ou V10 aspirados]. Mas, temos que usar tecnologias em que possam ser empregadas nos carros de rua”, opinou.

“Mas, isso é uma coisa que ainda está em debate. Não temos certeza se realmente a FIA irá descongelá-los [os motores]. O único fator que temos em geral é o cenário atual, em que estamos usando a tecnologia existente nos carros de rua, que são hibridamente alimentados por combustíveis vindo do petróleo”, declarou.

“Mas, ainda há muito que ser debatido. Outra questão que estamos debatendo é sobre o futuro da F1 após o Pacto de Concordia. Por enquanto, ainda não temos nada oficial discutindo com a nova gerência [Liberty Media]. Mas acredito que iremos contar com maior liberdade financeira após o fim desde acordo”.