Todt confirma que montadoras estão analisando questão de motores elétricos na F1

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O presidente da Federação Internacional de Automobilismo explicou que esta é uma das pautas do encontro realizado com diversas fabricantes na sede do órgão regulatório em Paris. Além disso, a questão da complexidade da tecnologia na F1 foi abordada no encontro.

 

O futuro da Fórmula 1 está em debate nesta sexta-feira (31) na sede da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Membros da Liberty Media, montadoras do atual grid (Ferrari, Mercedes, Renault e Honda) além da Audi, Lamborghini e Cosworth estão reunidas para discutir como será o esporte após o fim do prazo de validade do Pacto de Concórdia, que deve valer até o campeonato de 2020. Durante o intervalo do encontro, Jean Todt conversou com a imprensa. Segundo o presidente da FIA, a possibilidade de introdução dos motores elétricos na F1 é uma das pautas debatidas no momento.

“Eu vejo um futuro muito bom para os carros elétricos nas cidades”, afirmou Todt em entrevista para a revista britânica ‘Autosport’. “É por isso que temos que promover a tecnologia elétrica nos campeonatos”, continuou.

Todt revela que motores elétricos estão na pauta de debates sobre futuro da F1

“Hoje temos um monte de carros que são movidos à diesel, um monte de bólidos que são híbridos, motores reduzidos com a tecnologia turbo e recuperação de energia”, continuou. “Eu vejo um monte de benefícios no futuro com as células de energia como combustíveis nas máquinas”, afirmou.

“Eu penso que podemos considerar na possibilidade de introduzir esse tipo de combustível na categoria no futuro. Mas a F1, a Fórmula continuará com o motor convencional”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade da Fórmula 1 voltar a reutilizar a tecnologia de propulsores aspirados como os antigos V12, V10 ou V8, Todt foi direto ao afirmar que esta questão está fora de pauta no futuro do esporte. “Isso não significa que temos intenções de voltar ao que estava executado há dez anos. Isso nunca vai acontecer”, complementou.

O presidente da FIA também criticou a complexidade da tecnologia existente na atual Fórmula 1. “Acho que os carros são muito sofisticados. E isso deve-se por conta da tecnologia”, argumentou. “Eu não acho isso necessário para o esporte. Apesar que essa questão é algo bastante sensível. Porque o automobilismo é uma área que precisa evoluir. E a F1 é a ponta desta área de desenvolvimento”, afirmou.

Além das montadoras do grid, Audi, Lamborghini e Cosworth estão debatendo futuras regras da F1 

“Não estamos pensando em colocar carros autônomos ou mesmo guiados pelos engenheiros. Mas é isso que o mundo está enfrentando. Que as montadoras estão enfrentando. Hoje a eletrônica dos carros e das unidades de força é completamente diferente”, explicou.

“Então vamos traduzir isso em automobilismo. E a F1 está incluída nisso”, declarou. “Eu fiquei chocado com o primeiro dia de testes da pré-temporada em Barcelona. Foi fantástico ver que alguns carros estavam fazendo 70, 80 voltas numa única manhã. Mas eles têm construído as máquinas em laboratórios onde ninguém tem acesso”.